PRIMEIROS SOCORROS

 

 

 

Consistem no pronto atendimento que se dá a uma pessoa que sofre um mal súbito, um acidente, uma parada cardíaca ou respiratória, sendo que sempre deve ser seguido de atendimento médico.

 

A calma é fundamental e sempre inseparável das pessoas de bom senso, portanto é imprescindível para se prestar um bom primeiro socorro.

 

O chão, quando não houver outro risco iminente, é o melhor lugar para se prestar os primeiros socorros.

Os aspectos mais importantes para se manter a vida são por ordem observáveis:

 

1. o estado de consciência;

2. a respiração;

3. situação cardiocirculatória, incluindo hemorragia;

4. fraturas e luxações;

5. queimaduras.

 

Se a vítima estiver consciente, deve-se mantê-la calma e indagar o que está sentindo. Se estiver insconsciente, observar se está respirando, através de sinais do abdômen e do tórax sem movimentos, e se está com a respiração em ordem, observando principalmente a pressão arterial nas carótidas. Caso não será observável, abrir as pálpebras. Caso a pupila esteja dilatada, constata-se a parada cardiocirculatória.

 

ANIMAIS PEÇONHENTOS

 

É considerado peçonhento todo animal que produz veneno (zootoxina) e possui aparato especializado (presas, quelíceras, ferrões) para a sua inoculação em outros animais e no homem.

 

Existe uma infinidade de animais peçonhentos vivendo próximo de nós, muitos deles inócuos ao homem pela baixa potência de sua peçonha (formiga com ferrão, a maioria das aranhas, etc). Contudo, algumas serpentes, determinadas aranhas e escorpiões são os representantes mais temidos, em função da gravidade do acidente que podem produzir.

 

1 - Serpentes

 

Reconhecimento das serpentes peçonhentas:

As serpentes peçonhentas do Brasil (à exceção da coral verdadeira) possuem um caráter externo exclusivo, de fácil visualização, que as torna inconfundíveis perante as demais. Trata-se da fosseta loreal (figuras), um orifício localizado entre o olho e a narina em cada lado da cabeça do animal.

 

 

Características como cabeça triangular, pupila vertical (olho de gato), escamas ásperas e cauda curta, embora estejam presentes na maioria das peçonhentas, também podem ser encontradas nas espécies inofensivas.

 

A distinção entre corais verdadeiras (peçonhentas) e falsas não é tarefa fácil e só deve ser tentada estritamente em caso de acidente e com o animal morto.

 

 - Primeiros Socorros

  • Capturar ou matar imediatamente o animal agressor a fim de determinar o seu gênero (não danificar a cabeça  do animal);

  • Jamais proceder ao garroteamento, em quaisquer circunstâncias;

  • Evitar movimentação do acidentado, mantendo o membro atingido em nível elevado;

  • Fazer uso de analgésico e tentar tranquilizar o acidentado;

  • Transferir o acidentado, o mais rápido possível, para uma unidade médica onde possa receber o tratamento adequado;

  • A recuperação do acidentado depende, basicamente, da escolha correta do soro e da rapidez na sua aplicação. Não perder tempo buscando beberagens milagrosas que, quando não fazem mal, atrasam o início do tratamento;

  • No caso de fuga do animal agressor ou estando o animal com a cauda amputada, deve-se tentar diagnosticas o gênero através da sintomatologia do envenenado.

 - Profilaxia do ofidismo

  • No campo, usar sempre botas de borracha (evitam mais de 70% dos acidentes);

  • Usar chapéus ao entrar em matas, capoeiras ou cacauais. Nesses locais, muito cuidado ao tocar a vegetação (nossa região abriga uma serpente peçonhenta arborícola - a ouricana);

  • Jamais introduzir a mão em buracos no solo ou em ocos de árvores (o pico-de-jaca costuma frequentar esses locais);

  • Evitar  transitar no final da tarde ou à noite em margens de rios e lagos, pois a "malha-de-sapo" frequenta esses locais à procura de uma espécie de rato semi-aquático;

  • Evitar acúmulo de lixo ou materiais de construção (tábuas, telhas, tijolos) próximos às habitações rurais (tais madeiras podem constituir abrigos para serpentes);

  • Manter limpo o terreno em volta das habitações rurais, procurando criar galinhas e outras aves domésticas nas proximidades (esses animais afugentam as cobras).

2 - Aranhas e Escorpiões

 

 

Os acidentes por aranhas e escorpiões não são frequentes em nosso meio, apesar de ocorrerem na região dois importantes gêneros, a saber: Tityus ssp. (escorpiões) e Phoneutria sp. (aranha armadeira).

 

Os escorpiões frequentam abrigos sob troncos caídos, tijolos velhos, cupinzeiros, etc., podendo ser encontrados, também dentro de habitações humanas.

 

As aranhas armadeiras podem ser encontradas sob a casca de velhas árvores, bromélias caídas ao solo ou simplesmente sobre o folhiço do cacaual. Alcançam cerca de 10 cm de tamanho e podem ser reconhecidas facilmente pois, ao encontro com o homem, erguem os dois primeiros pares de patas em atitude de ameaça, pulando sobre a vítima se a mesma não se detém.

 

Ambos possuem veneno neurotóxico, podendo causar a morte, principalmente em crianças  e adultos debilitados, e se não for realizada a soroterapia adequada a tempo.

 

A soroterapia recomendada consiste de soro antiaracnídico (aranha armadeira e escorpiões) ou soro antiescorpiônico (escorpiões).

 

As aranhas-caranguejeiras, ao contrário do que se pensa, são animais inofensivos, cujo veneno é inócuo ao homem.

 

 - Distribuição de soros antivenenos na região

 

Soros antivenenos (serpentes, escorpiões e aranhas) produzidos no Brasil estão sendo repassados pelo Ministério da Saúde a cada estado para distribuição entre Postos Médicos e Hospitais da rede pública, visando ao atendimento pronto e gratuito a todos os acidentados.

 

No caso de tratamento em hospital particular, poderão ser cobrados os honorários médicos, mas não o soro.

 

Em caso de dúvidas ou para maiores esclarecimentos, procurar contactar qualquer das unidades abaixo relacionadas:

 

4ª DIRES - Santo Antôbio de Jesus 0xx 73 3731-2650
5ª DIRES - Gandu 0xx 73 3254-1555
6ª DIRES - Ilhéus 0xx 73 3634-5100
7ª DIRES - Itabuna 0xx 73 3613-3822
8ª DIRES - Eunápolis 0xx 73 3281-5174
9ª DIRES - Teixeira de Freitas 0xx 73 3291-5733/5619
13ª DIRES - Jequié 0xx 73 3525-3801/3802
14ª DIRES - Itapetinga 0xx 73 3261-2149/2258
Centro de Informações Antiveneno (CIAVE) 0xx 71 3231-4343
Laboratório de Ofiologia do CEPEC (Serpentário) 0xx 73 3214-3266

 

FRATURAS

 

Fechada

Quando o osso se quebrou mas a pele não foi perfurada.

 

1 - Colocar o membro acidentado em posição tão natural quanto possível, sem desconforto para a vítima.

 

2 - Colocar telas sustentando o membro atingido. As telas deverão ter comprimento suficiente para ultrapassar as juntas abaixo da fratura. Usar pano ou outro material para alcochoar as telas, a fim de evitar danos à pele. As telas devem ser amarradas com ataduras ou tirar de peno não muito apertadas em, no mínimo, quatro pontos distribuídos entre as juntas e a fratura.