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Recuperar força da produção de cacau no Brasil é desafio, diz secretário-executivo do MAPA

Marcos Montes participou da abertura da exposição CEPLAC: 62 anos de apoio à cacauicultura brasileira, instalada na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 Antônio Araújo/Mapa 

Secretário-executivo Marcos Montes (centro) abre exposição sobre 62 anos da Ceplac, acompanhado de secretários do Mapa e dirigentes da Ceplac.

  

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento abriu nesta segunda-feira (29) a exposição “Ceplac: 62 anos de apoio à cacauicultura brasileira”, que apresenta as principais tecnologias desenvolvidas nos estados que abrigam os biomas da Amazônia e Mata Atlântica e os resultados alcançados na produção de cacau e chocolate no Brasil.

Na abertura, o secretário-executivo do MAPA, Marcos Montes, destacou que um dos desafios do Ministério é recuperar a força da produção de cacau no Brasil. 

Representando a ministra Tereza Cristina, o secretário-executivo afirmou que a atual gestão do Ministério começou com vários desafios pela frente, entre eles, o restabelecimento da produção de cacau.

 
Aspecto panorâmico da Exposição.

“Há um processo de renovação, de modernização, de construção de novas culturas. E o cacau, lamentavelmente, não por culpa do Mapa, mas por muitas circunstâncias do mundo, do Brasil, dos produtores, perdeu sua força, essa força que buscamos recuperar. É mais um desafio que a ministra tem ao lado dos seus secretários e nós iremos buscar realmente essa reconquista”, ressaltou.

Montes acrescentou que o Ministério está de prontidão para apoiar aqueles que querem investir no cacau. “O cacau agora precisa realmente de ter uma nova dimensão para que a gente possa não ser mais importador de cacau e sim um grande exportador de cacau que o mundo sempre respeitou.”

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo, também destacou a importância da Ceplac como a instituição que mais detém conhecimento sobre cacau no mundo e reconheceu as dificuldades enfrentadas nos últimos anos, como a redução no número de servidores. Camargo ressaltou que o Estado brasileiro deve encontrar uma nova forma de atuação dentro do contexto de restrições orçamentárias.

“A economia brasileira mudou, o Estado brasileiro não é mais pujante [como antes], o Brasil passa por uma questão fiscal grave e é difícil, hoje, fazer as coisas como antigamente. Então, temos que repensar a nossa forma de trabalhar, o Estado brasileiro tem que se repensar, olhar para dentro e ver uma forma de fazer mais com menos, acho que esse é o grande desafio hoje”, disse Camargo.


Dirigentes da Ceplac estiveram presentes em Brasília para a abertura da exposição.

O diretor da Ceplac, Guilherme Galvão, relatou que o desafio é manter as pesquisas nas bacias da Amazônia, bioma originário do cacau, recuperar os níveis de produtividade da cultura no país e o enfrentamento da monilíase, uma nova praga que pode abater a produção de cacau do país, assim como ocorreu com a vassoura-de-bruxa, que dizimou as lavouras da Bahia, maior produtora do Brasil. Diante disso, o diretor da Ceplac informou que a comissão já tem desenvolvido, em parceria com outros países, clones de alta resistência e produtividade para formar variedades de cacaueiros tolerantes à monilíase. 

“Nós temos o maior centro de pesquisa e o maior banco de germoplasma de cacau do mundo. E a próxima praga a atacar o cacau é a monília, que está a 20 quilômetros da divisa com o Acre”, observou Galvão.

Presente ao evento, o Coordenador Regional da Ceplac-BA/ES, Alexandre Brandão, declarou que a exposição Ceplac: 62 anos de apoio à cacauicultura brasileira serviu para comunicar uma idéia mais clara, muito bem ilustrada e mais completa às autoridades do MAPA da dimensão da Ceplac, sua inserção em seis estados brasileiros, seu compromisso com as regiões produtoras de dois dos mais importantes biomas brasileiros e das tecnologias geradas pela instituição em apoio à produção de cacau e do chocolate. Essa maior visibilidade da Ceplac com certeza vai ajudar nas tomadas de decisão do MAPA em relação às questões do cacau e da Ceplac”.


Cacau e derivados também foram mostrados na exposição.

Também participaram da cerimônia de abertura da exposição os secretários Orlando Leite (Comércio e Relações Internacionais), José Guilherme Leal (Defesa Agropecuária) e Jorge Seif Júnior (Pesca e Aquicultura), entre outras.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MAPA
Débora Brito

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO CEPLAC BA/ES.
Raimundo Nogueira

Assessoria de Comunicação da Ceplac
Wednesday, 7/31/2019