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Utilização do toco alto modificado (TA-m) de seringueira (H. brasiliensis) como moirão vivo na formação de cercas para pastagem.

 

 Foi concluída a primeira etapa de avaliação de um tipo de muda avançada de seringueira (H. brasiliensis), o toco alto modificado (TA-m), como moirão vivo na  formação de cerca em áreas de pastagem. A pesquisa foi instalada na Estação Experimental de Zootecnia do Sul da Bahia (ESSUL), em Itabela, BA, um dos pólos de pecuária da Bahia, em uma área de pastagem de 12,0 hectares, formada por gramíneas do gênero Brachiaria  consorciada com dois tipos de leguminosas: Desmodim ovalifolium cv Itabela e Arachis pintoí cv. Belomonte. O plantio do TA-m foi realizado em quatro etapas, entre julho e dezembro de 2018, obedecendo ao desenho experimental de blocos ao acaso com cinco tratamentos, quatro repetições e quatro a cinco plantas na parcela. Os tratamentos consistiram de cinco espaçamentos entre plantas na fileira, a saber: A) 1,25 x 1,25m (800 plantas/mil metros de cerca – p/mmc); B)1,50 x 1,50m (667 p/mmc); C) 1,75 x 1,75m (571 p/mmc); D) 2,00 x 2,00m (500 p/mmc) e E) 2,25 x 2,25m (444 p/mmc). O  objetivo geral é substituir estacas de madeira, que têm uma vida útil bem menor e nada produz, por moirão vivo de seringueira formando uma cerca permanente com agregação de receitas, com a produção de látex após os três anos de implantada, assim como com a produção de mel com a instalação de colméias, próximas às áreas.

 O TA-m possui altura, comprimento e diâmetro do tronco mais desenvolvido o que permite fixar o isolador e os fios de arame da cerca elétrica imediatamente após o plantio no local definitivo. Dessa forma, não há necessidade de isolar a pastagem e nem tão pouco retirar os animais do pastejo, porque as brotações surgem no ápice do TA-m em uma altura tal que as deixa acima do seu alcance (Figuras, 1,2 e 3). Essas características de maior porte  é  que diferencia esse tipo de muda de seringueira das demais espécies utilizadas na arborização de pastagens, constituindo se em umas das grandes vantagens do seu uso.

 No preparo e obtenção do TA-m adotaram-se várias práticas culturais entre elas a caiação da parte aérea e tratamento da raiz pivotante com fito enraizador e posterior barreamento. As covas foram abertas previamente utilizando-se duas brocas perfuratriz: uma mais larga para formação de uma abertura maior na parte de cima da cova e a outra mais estreita para atingir profundidade de até 1,0 m. Antes do plantio foi feita a correção e adubação na cova utilizando-se calcário dolomítico, adubo fosfatado e micronutrientes. No ato do plantio, utilizou-se o hidrogel para reter água e aumentar as chances de pegamento das mudas.

Espera-se com os resultados dessa pesquisa disponibilizar um sistema de plantio que, além de converter uma área significativa de pastagens em sistema silvipastoril (SSP), com todas as vantagens desse sistema, aumente a área plantada com seringueira e reverta a tendência normal de degradação ambiental, por permitir a exploração de forma sustentável de produtos florestais com a produção animal ( José Raimundo Bonadie Marques, Alberti Ferreira Magalhães, Claudia de Paula Rezende, José Marques Pereira) 

 

   

Detalhe do isolador com suporte fixado ao tronco do TA-m e capa de borracha colocada para proteger a planta de choques elétricos, ESSUL, Itabela, BA.

 

Vista geral dos TA-m brotados com a cerca elétrica contornando os piquetes formados por gramíneas e leguminosas, ESSUL, Itabela, BA.

 

Equipagem dos TA-mcom o suporte, isolador, fios de arame para a instalação da cerca elétrica, ESSUL, Itabela, BA.

 

Detalhes da formação da copa no ápice dos TA-m seis meses após o plantio com alto índice de pegamento, ESSUL, Itabela, BA.

 

Animais em pastejo nos piquetes delimitados com TA-m recém-plantados na área experimenta da ESSUL, Itabela, BA.

 

Animais em pastejo nos piquetes delimitados com TA-m recém-plantados na área experimenta da ESSUL, Itabela, BA.

Assessoria de Comunicação da Ceplac
Monday, 4/8/2019