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Lançado na CEPLAC Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia

A CEPLAC/MAPA (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) e o Governo da Bahia lançaram na manhã da última quinta-feira, 08, na sede regional da CEPLAC, Km 22 da Rodovia Ilhéus/Itabuna, o Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia 2018 – 2022. O evento contou com as presenças do governador em exercício, João Leão, dirigentes e técnicos da CEPLAC, representantes de organismos da cacauicultura, autoridades políticas e produtores regionais.

O plano deverá atender cerca de 20 mil agricultores de 114 municípios nos territórios Litoral Sul, Médio Rio das Contas e Baixo Sul e prevê o desenvolvimento de ações estratégicas que permitirão elevar, em cinco anos, a produção de cacau na Bahia para 240 mil toneladas/ano, até 2022, e consolidar a fabricação de chocolates finos, com certificado de origem no sul do estado, por meio da instalação de 20 agroindústrias.

As ações incluem a abertura de linha de crédito específica para a lavoura cacaueira, subsídios para produção de mudas e insumos, criação e indicação geográfica da produção do cacau, preservação da Mata Atlântica, prospecção de novos mercados, capacitação profissional, regularização fundiária e ambiental, difusão tecnológica, assistência técnica e extensão rural (ATER), capacitação, educação, gestão e empreendedorismo e infraestrutura rural. Os investimentos do Governo do Estado no plano devem atingir R$ 80 milhões.

Na avaliação do Superintendente da CEPLAC/MAPA em exercício, Antonio Zugaib, “o objetivo do Plano Operacional, de elevação da produção de cacau para 240 mil toneladas, até 2022, além de impulsionar a economia regional, vai atender a demanda das indústrias locais evitando a importação que vem acontecendo do produto”. Numa perspectiva posterior, segundo ele, “uma segunda etapa do Plano venha gerar excedentes garantindo a exportação e gerando divisas para o Brasil”.

O coordenador técnico-científico da CEPLAC/MAPA, Manfred Müller, destaca que a instituição está desenvolvendo projetos como a Rota do Cacau, ATER para 6.500 assentados baianos, pagamento de bônus pela conservação ambiental em 400 mil hectares de cacau, incluindo áreas de Mata Atlântica, e a renegociação das dívidas dos produtores rurais.

Durante o lançamento, o governador em exercício, João Leão, destacou a importância da parceria com a CEPLAC e ressaltou que “a ampliação da produção de cacau e o pólo chocolateiro são fundamentais para a economia regional, gerando milhares de empregos”.  

O secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, afirmou que “O resgate do cacau, que também passa por investimentos em tecnologia, e somado a obras de infraestrutura, permitirá a retomada do desenvolvimento regional”.

De acordo com o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, esse “conjunto de ações fortalece a cadeia produtiva do cacau, mas também todo o entorno  das potencialidades que existem junto à cacauicultura. A riqueza da Mata Atlântica, do cacau dentro da Cabruca, dialoga também com a fruticultura, atividades produtivas da mandioca. Essa diversificação, que tem o cacau como centro, abre possibilidades também para dinamizar outras cadeias produtivas”.

Além da CEPLAC e o Governo do Estado da Bahia com suas secretarias estaduais (Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), de Desenvolvimento Econômico (SDE), de Turismo (Setur) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), integram o plano o INCRA, PCTSul, Biofábrica, UESC, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, UFSB, SENAR e a Associação Nacional das Industrias Processadoras de Cacau (AIPC).

 

Jornalista: José Carlos Peixoto

Reportagens: José Hamilton      -   Foto: Águido Ferreira

Assessoria de Comunicação da Ceplac
Friday, 11/9/2018