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CEPLAC/MAPA realiza treinamento de beneficiamento e classificação de cacau para produtores e técnicos

Durante os dias 18 e 19 de junho, a CEPLAC/MAPA-BA promoveu um treinamento de beneficiamento e classificação de cacau para produtores e técnicos, com o objetivo de capacitá-los para produzirem amêndoas de cacau especiais e chocolates de boa qualidade e com alto teor de cacau, agregando mais valor ao produto e aumentando a renda da propriedade.  

Realizado em parceria com o Instituto Chocolate, o curso aconteceu no Centro de Treinamento da CEPLAC, na Sede Regional, com abordagem dos seguintes temas: pré-beneficiamento do cacau, classificação do cacau, padrão oficial de classificação de cacau, manuseio e regulagem de equipamentos e amostragem, identificação dos principais defeitos e fabricação de chocolate. A programação constou também de aulas práticas na fazenda Riachuelo (Rod. Ilhéus-Uruçuca) e visita à Biofabrica do Cacau.

Segundo o coordenador do Treinamento, Jackson Prado (CEPLAC/Cenex), o curso surgiu para atender uma necessidade dos produtores que estão querendo produzir um cacau de melhor qualidade. “Disponibilizamos esse treinamento para a comunidade produtora e para os técnicos, por entender que a CEPLAC tem a tecnologia para fazer um beneficiamento que garanta um cacau de qualidade e posteriormente um chocolate de qualidade”.   

     

Ele assegurou que “ao final do curso, após a entrega dos certificados, os participantes estarão habilitados para melhorar o processo de beneficiamentos, fazer uma classificação identificando os defeitos nas amêndoas para poder corrigir e inclusive produzir um cacau de qualidade e agregar valores. Ou seja, com a amêndoa de cacau boa e bem cuidada o resultado também é um chocolate de qualidade”. Devido à demanda, Prado adiantou que a CEPLAC já está organizando um próximo treinamento e já conta com alguns produtores inscritos junto aos escritórios localizados nos municípios da região.

Em mensagem dirigida aos participantes no encerramento do evento, o representante da Superintendência da CEPLAC, Antonio Zugaib, destacou o interesse do produtor e técnicos na busca de qualificação. “É elogiável essa busca por parte dos produtores e técnicos da nossa região por uma melhor capacitação, que o permita agregar valores a sua produção. É gratificante ver que esses temas (agro-negócio, agregação de valor, aumento de renda e aumento de produtividade), que fizeram parte da minha tese de mestrado em 1992, estão sendo evidenciados e valorizados atualmente pela classe produtora”.   

Na oportunidade, Zugaib deixou uma mensagem direta para os produtores no sentido de buscarem a cada dia a profissionalização. “Temos que tratar o cacau como um produto especial. O produtor precisa saber que clone está plantando, qual a origem daquele chocolate, ou seja, ter um maior controle  do que está fazendo, ser realmente  um profissional qualificado e ter amor a sua causa e para isso podem contar com o apoio total da nossa CEPLAC.”

A equipe de instrutores do Curso foi formada pelos técnicos da CEPLAC: Joseval Menezes Martins e William Souza da Silva (Centro de Extensão) e a pesquisadora Neide Alice Marques (Cepec). E também o técnico Raimundo Mororó (Fazenda Riachuelo).

Na opinião de Joseval Menezes Martins, um dos instrutores, o curso superou as expectativas. “A nossa avaliação é ótima e de repercussões muito positivas para a comunidade produtora de cacau. Na parte teórica nós trabalhamos na área que inclui modernização e qualidade do cacau brasileiro e na parte prática, saber identificar dentro dessa padronização  aspectos de ordem  de defeitos como ardósia , presença do inseto, do mofo, da fumaça  que são características determinantes  da  qualidade do cacau”.

Quem participou e destacou a importância do curso, foi o produtor Rural Antonio Menezes Neto, da Fazenda Vila Rica em Ibicaraí. “Eu acho de extrema importância todo esse trabalho que está sendo feito pela CEPLAC junto com o Instituto Chocolate, Coopercabruca e a Biofábrica. É um início de uma nova era que está sendo desenvolvida por esses organismos visando otimizar toda essa região em termos do cacau. Não podemos mais produzir o chocolate de qualquer tipo, tem que ser um chocolate com uma qualidade bem melhor. Para isso contamos com as tecnologias da CEPLAC”.

De acordo com Heloisa Pinheiro, coordenadora executiva do Instituto Chocolate em Itabuna, “esse Treinamento aqui na CEPLAC é de total excelência e a nossa preocupação hoje é capacitar os produtores rurais, que atualmente estão estudando e discutindo o melhor em cacau e em chocolate”. 

“Nesse sentido, o trabalho da CEPLAC para mim é formidável, fruto da dedicação desses pesquisadores que possuem uma excelência no conteúdo e no atendimento. O resultado é que hoje já temos produtores produzindo e vendendo o seu chocolate feito em suas fazendas e isso é muito bom. Os produtores estão muito empolgados e reconhecem bastante o trabalho da CEPLAC pela sua riqueza científica”, acrescentou a coordenadora do Instituto Chocolate.

Elinaldo Santana Souza, produtor da Fazenda Boa Sorte em Piraí do Norte, particippou do curso e dou uma estufa para a CEPLAC/MAPA.  Há 5 anos que ele tem essa empresa e sempre receberam o apoio dos técnicos da CEPLAC. Para Elinaldo, “essa parceria com a Ceplac vai ser muito importante e estou muito satisfeito por estar doando essa estufa solar a CEPLAC. Somos referência na Bahia e pioneiros nessa área de produção de estufas e estamos sempre aprendendo com a CEPLAC e também  com os produtores”.

Outro participante, Eduardo Passos dos Santos, Agente de Atividade Agropecuária do Escritório Local da CEPLAC de Buerarema, disse que “Esse Treinamento para nós que somos técnicos e já estamos atuando nessa área é muito importante, pois estamos discutindo uma cadeia de chocolate com agregação de rendas, de valores. Esse curso serve para nós como informação, atualização  e como  preparação para que agente possa também divulgar  e difundir essas novas tecnologias”.

Atento as instruções dos técnicos durante o evento, Erlon Botelho, Presidente do Instituto Chocolate em Itabuna, parabenizou a CEPLAC e parceiros pela organização do evento e destacou o compromisso de todos em busca do cacau de melhor qualidade enquanto necessidade de profissionalização da cultura. 

 

 Jornalista: José Carlos Peixoto

Reportagens: José Hamilton   Fotos: Águido Ferreira

Assessoria de Comunicação da Ceplac
Thursday, 6/21/2018