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Workshop empolga cacauicultores e estimula empresas de mecanização

O II Workshop sobre Mecanização da Cacauicultura realizado pela Ceplac/MAPA, neste início de abril, despertou o interesse de produtores de cacau, empresas e empresários de mecanização, pesquisadores, técnicos e estudantes de agronomia, que lotaram o auditório Hélio Reis, do Centro de Pesquisas do Cacau.

O evento foi aberto pelos dirigentes da Ceplac Juvenal Maynart, diretor geral, Antonio Zugaib, superintendente regional na Bahia e Raul Valle, chefe de pesquisa e extensão do órgão.

Maynart parabenizou o pesquisador José Basílio e aos demais organizadores pela brilhante idéia de promover o evento. "Com a realização desse evento a Ceplac começa a achar um caminho e fica evidente que a sociedade regional clama pelo fortalecimento da nossa Instituição".

Segundo Antônio Zugaib, "o Workshop promove a utilização adequada dos equipamentos e máquinas, visando melhorar a viabilidade da cultura através da obtenção de altas produtividades agropecuárias, com a racionalização de custos e preservação dos recursos naturais e meio ambiente. A novidade é o agricultor fazer um planejamento de toda a sua área e mecanizar aquelas que têm menos relevo, sem deixar de utilizar máquinas específicas como por exemplo, aquelas para quebrar o cacau".

 

A programação constou três mesas redondas, sendo uma sobre Avanços sobre a mecanização, tendo o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau, José Marques Pereira como Moderador, composta pela palestra Mecanização de cultivos perenes – onde estamos e para onde vamos, proferida pelo pesquisador José Eustáquio Soier, da empresa Mundo  Novo Aliança, de Minas Gerais e palestra sobre Mecanização do cultivo do cacaueiro – o estado da arte, apresentada pelo pesquisador da Ceplac José Basílio Vieira Leite.

 

A programação seguiu com a palestra Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento do Estado da Bahia, com o Secretário de C&T da Bahia, José Vivaldo Mendonça, que expôs sobre as formas de apoio que o governo do Estado pode disponibilizar para o avanço da tecnologia em mecanização da cacauicultura.

 

A segunda mesa redonda foi sobre o tema Máquina e Equipamentos, composta pela apresentação de Estudos de Caso I – Pequenas máquinas no cultivo do cacaueiro, apresentada por Newton Isozaki, da empresa Casa do Japonês/BA, a palestra sobre Limpeza de área e preparo de solo para cultivo mecanizado, com exposição feita pelo produtor Silvino Kruschewsky, da Fazenda Ouro Verde/Santa Luzia e Fazenda Capela Velha, em Uruçuca/Ba e a apresentação do Estudo de Caso II – Máquinas móvel de quebra de cacau, apresentada por José Carlos Pompermamier, da Mecal Engenharia/ES.

A terceira Mesa redonda, sobre Estudos de caso do cacau, teve o pesquisador da Ceplac George Sodré como Moderador e apresentação de casos sobre Mecanização no preparo de solo e plantio do cacaueiro e Poda mecânica do cacaueiro e a Atividade prática com Demonstração de plantio de cacaueiro e quebra de cacau mecanizados feitas por José Eustáquio Soier, da Mundo Novo Aliança/MG.

Estiveram presentes ao evento o diretor geral da superintendência do cacau da República dos Camarões, Geronimo Buano, que afirmou “estar encantado com o estágio de desenvolvimento da cacauicultura no Brasil e que iria propor a criação de uma empresa como a Biofrábrica para dar apoio aos cacauicultores em seus país”, além das presenças dos representantes da lavoura Guilherme Galvão e Milton Andrade e do diretor da Biofábrica Lans Almeida.

 

O pesquisador da Ceplac e organizador do evento, Basílio Vieira Leite, ficou satisfeito com o resultado do workshop “pelo alto nível e a afluência de participantes, com produtores, técnicos, empresários do setor, representantes de associações e entidades afins, inclusive sindicatos que são formadoras de opinião que vem discutindo um temas de relevância para o futuro do cacau na Bahia como as novas tecnologias e dentro dessas tecnologias a mecanização e a modernização são operações altamente necessárias para diminuir custos para aumentar a eficiência no processo de produção”.

 

O pesquisador da Ceplac George Sodré, também responsável pelo evento, observou a evolução do workshop em relação ao primeiro, que só tinha propostas e “neste de agora já vimos muitas máquinas apresentadas como solução de mecanização de etapas da produção de cacau.” George também saudou a presença de “grandes palestrantes e das presenças de empresas novas, produtores novos e tradicionais, muitos técnicos, estudantes de mestrado e doutorado” como sinal da importância que atribuem ao tema. “Nós vamos aproveitar a motivação de empresas e produtores para promover a Cacautech, uma feira de tecnologia do cacau na qual pretendemos atrair umas 30 empresa e seus produtos para fazer uma grande mostra das tecnologias para o cacau” – encerra Sodré.

 

O diretor da Biofábrica, Lans Almeida, viu grande êxito no evento. E observou que “não me surpreendo, a Ceplac ainda tem muito mais para mostrar e são em espaços como este que agente vê a importância de um órgão, de uma instituição construída pelo cacau. Eventos como estes também devem ser feitos em Gandu, Camacã, Ipiaú para as pessoas perceberem o tanto de ciência, inovação e tecnologia a Ceplac tem e desenvolver o sentimento da importância desse órgão maravilhoso que é a nossa Ceplac”.

 

O produtor Milton Andrade, presidente do Sindicato Rural de Ilhéus, afirmou: “Eu como produtor rural acho que a Ceplac está como sempre de parabéns, pelo seu corpo técnico fantástico.  E ela traz o II Workshop de mecanização que é um tema de grande importância para a região cacaueira do sul da Bahia porque nós que cultivamos cacau em cabruca e temos limitação quanto à mecanização. Com isso, a gente começa a ter uma visão de que a mecanização vai ser o divisor de águas e nesse processo de recuperação da região a mecanização será a definição, pois nossa região certamente com a mecanização desenvolvida no manejo do cacau vai facilitar para quem produz cacau em áreas de cabruca que é a grande maioria do sul da Bahia; o produtor vê com satisfação o empenho da Ceplac em promover um evento desse porte.”

 

As fases práticas do evento mostrou máquinas desenvolvidas e novos processos de forma mecanizados buscando racionalidade e liberar os esforços do produtor para funções inteligentes na forma de produzir cacau. Máquinas de quebra e corte de cacau, plantio, poda entre outras foram alvo da atenção de produtores, técnicos e estudantes para aprenderem usos, regulagens e operação dos novos equipamentos de mecanização. O evento motivou os técnicos da Ceplac e empresas a promover uma feira de ciência e tecnologia – a Cacautech  –  voltada para equipamentos de mecanização das fases de produção do cacau.

 

 

 

Superintendência da CEPLAC/MAPA-BA

Jornalistas: Raimundo Nogueira e José Carlos Peixoto

Reportagens: José Hamilton e Luiz Fernando

 Fotos: Àguido Ferreira

Assessoria de Comunicação da Ceplac
Thursday, 4/6/2017