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Reunião debate a legislação sobre sementes de pupunha

A escassez de sementes de pupunha para plantio de palmito, o risco de introdução da monilíase do cacaueiro, através do material importado, e maior rapidez na liberação para o Estado da Bahia da importação de sementes certificadas de pupunha da Amazônia foram objeto de Reunião Técnica no Centro de Treinamento da Ceplac, na rodovia Ilhéus – Itabuna na sexta-feira, 5. No evento também se debateu a criação de um protocolo para o controle de qualidade das sementes de pupunha no estado.

A Ceplac, as SFAs e agências de defesa sanitária da Bahia e de estados da região Amazônica (Acre, Rondônia, Amazonas e Pará) desenvolvem um sistema de prevenção à monilíase do cacaueiro, inclusive com Plano de Contingência e treinamento de fiscais agropecuários. Havia restrição trânsito de material botânico, porque as sementes da pupunha podem transportar o fungo Moniliophthora roreri, causador da doença, muito mais nociva ao cacau que a vassoura-de-bruxa. O fungo também poderia ser transportado em sacarias ou roupas durante a viagem.

A mesma preocupação quanto ao trânsito de material botânico foi demonstrada pelo representante da Inaceres, Manoel Aboboreira, que destacou o intenso trabalho que desenvolve no Sul da Bahia pela expansão da cultura do palmito de pupunha, observando as exigências da legislação. Situada em Uruçuca e com áreas de produção neste município e em Una, a empresa mantém produtores integrados no cultivo da palmácea, a partir de sementes certificadas pelo MAPA. “A produção de sementes certificadas pelo Instituto Biofábrica de Cacau precisa ser retomada pelo êxito de experiências que tivemos no passado’, disse o técnico.

O Brasil é ocupa a terceira mundial posição no ranking de países exportadores de palmito, depois de Costa Rica e Equador. Os pesquisadores, extensionistas e técnicos da Ceplac, ADAB, Superintendência Federal de Agricultura da Bahia (MAPA/SFA/BA) e produtores concordam que, atualmente, a produção de palmito tem crescido no Estado da Bahia, mas há necessidade de fornecimento em quantidade de sementes certificadas e melhoradas. A exportação também está em expansão, assim como o consumo interno, que se situa entre 80 mil e 100 mil toneladas anuais de palmito.

O Seminário Técnico sobre Sementes de Pupunha promovido pelo Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) teve como palestrante e mediadora de debates a pesquisadora da Ceplac Maria das Graças Parada. Ainda, os fiscais agropecuários Carlos Borges, da SFA/BA,e Catarina Matos, da ADAB, que discorreram sobre possibilidades de ajustes e proposta de nova regulamentação e protocolo para ingresso na Bahia de sementes de pupunha entre outras espécies oriundas de áreas de ocorrência de monilíase, respectivamente.

Na abertura, o diretor Administrativo da Superintendência da Ceplac no Estado da Bahia, Hermann Isensee, fez a saudação aos participantes quando destacou o esforço da instituição pelo desenvolvimento regional. Coube ao diretor-adjunto do Cepec, José Marques Pereira, fazer a apresentação dos representantes das instituições parceiras do evento, a exemplo da Superintendência Federal de Agricultura (MAPA/SFA), ADAB, EBDA, Instituto Biofábrica de Cacau, Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri), Expropalm, Inaceres, Gout Alimentos Ltda. e Fazenda Duas Barras.

Assessoria de Comunicação da Ceplac
sexta-feira, 5/3/2010