RELAÇÃO DA QUALIDADE DO CACAU NO MERCADO ATUAL E NO MUNDO

 

Interação produção de cacau, preço versus qualidade

Introdução

O Brasil desde o alvorecer do século passado foi destaque como um dos principais produtores mundial de cacau, atingindo o apogeu na década de 80 com uma produção de 400.000 toneladas de amêndoas secas, sendo o primeiro produtor do continente americano e figurando como terceiro no mundo, com ênfase na produtividade , de 750 kg./ ha, considerada como a maior no contesto mundial.


Em termos de distribuição geográfica, no mundo desponta como maior produtor no mundo Costa do Marfim, Gana como segundo e Brasil em terceiro. E no Brasil, sempre com predomino absoluto do estado da Bahia representando mais de 80% total, seguido do estado do Pará, Rondônia e Espírito Santo.


A partir da década de 90 com ocorrência de acentuado déficit hídrico nas regiões produtoras do estado da Bahia e Espírito Santo, somado ao diagnóstico da doença vassoura-de-bruxa nos cacauais da região sul da Bahia e com condições muito favoráveis para sua expansão, nas variáveis, de clima e material genético suscetíveis, com preços declinantes, levando a redução dos tratos culturais e como conseqüência uma acentuada queda na produção e produtividade.


A redução de produção desencadeou um agressivo desmantelamento do agro negócio, com perdas na oferta de emprego no setor, estimado em 30000 mil , com reflexos sociais e econômicos muito forte, e uma grande busca de gerar receita na venda de madeira somando em muito o desmatamento da região sul da Bahia, com agravante nas questões ambientais.


O documento em apreço pretende realizar um análise da atual conjuntura de produção, preço e o fator qualitativo do seguimento da cacauicultura brasileira.

 

Fator de produção

A produção brasileira de cacau evoluí muito positiva até a década de 80 chegando a 400000 toneladas e a partir de 90 mostra curva declinante acentuada chegando em 95 á 120000 toneladas e no momento desencadeia um reversão com estimativa neste ano de chegar a 165.000 toneladas e perspectivas futuras de produção ultrapasse mais de 300000 toneladas, tendo alicerce para esta conjuntura o controle da doença vassoura-de-bruxa no estado da Bahia, aumento de área cultivada no estado da Pará , incrementos de uso de tecnologia de cultivo como um todo nas regiões produtoras.


No mundo a estimativa de produção para a presente safra é cerca de 3200000 de toneladas e perspectiva futura podendo atingir 3540000 toneladas na próxima safra , podendo manter um ligeiro incremento da produção, a depender do fator climático e ações de investimento no setor nos países produtores.


Importante frisar que a produção de cacau mantém a sobrevivência das comunidades, principalmente na região africana, bem como sendo o principal gerador de divisas neste países, despertando interesse da comunidade internacional na ajuda na manutenção e estabilidade política e estabelecendo parceria ,com ações visando o aumento de produção e produtividade.


Ponto importante a considerar é que tanto a produção brasileira e a mundial vem aumentando ao longo dos últimos anos como mostra tabela 1, e com isto as indústria que outrora estabeleciam premio em função da necessidade de adquirir o produto no mercado interno, evitando a importação do produto e como conseqüência não terão custos adicionais na compra, ficaram em situação confortável, não premiando mais a compra interna.

 

COCOA MARKET REPORT

SEPTEMBER 2005

1 – PRODUCTION

 

 

 

 

 

 

 

RANGE OF

 

 

 

ICCO

 

ICCO

 

MARKET

In Thousands metric tones

03/abr

 

04/mai

 

FORECASTS

 

 

 

Estimate

 

Forescast

 

05/jun

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IVORY COAST

 

1,407

 

1,230

 

1,420-1,500

 

 

 

 

 

 

 

 

GHANA

 

 

737

 

580

 

570-600

 

 

 

 

 

 

 

 

NIGERIA

 

 

175

 

190

 

180-250

 

 

 

 

 

 

 

 

CAMEROON

 

162

 

180

 

170-190

 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL

 

 

163

 

165

 

150-170

 

 

 

 

 

 

 

 

ECUADOR

 

117

 

95

 

90-110

 

 

 

 

 

 

 

 

MALAYSIA

 

34

 

30

 

0-30

 

 

 

 

 

 

 

 

INDONESIA

 

415

 

420

 

445-535

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL WORLD CROP

3,517

 

3,194

 

3,400-3,540

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 – CONSUMPTION

BEAN GRINDINGS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RANGE OF

 

 

 

ICCO

 

ICCO

 

MARKET

In Thousands metric tonnes

03/abr

 

04/mai

 

FORECASTS

 

 

 

Estimate

 

Forescast

 

05/jun

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

WESTERN EUROPE

1,203

 

1,232

 

1,240-1,280

 

 

 

 

 

 

 

 

EASTERN EUROPE

 

147

 

151

 

145-170

 

 

 

 

 

 

 

 

AMERICA

 

 

836

 

848

 

840-870

 

 

 

 

 

 

 

 

AFRICA

 

 

457

 

463

 

440-490

 

 

 

 

 

 

 

 

ASIA & OCEANIA

 

563

 

575

 

560-630

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL WORLD

 

3,206

 

3,268

 

3,350-3,420

 

 

 

 

 

 

 

 

EVOLUTION FROM PREVIOUS

+5.0%

 

+1.9%

 

+2.2%/+3.1%

YEAR

 

 

 

 

 

 

 

DESTINO DA PRODUÇÃO

Tradicional a produção brasileira de cacau teve como foco atender a demanda internacional das indústrias moageiras,com estabelecimento do comercio voltado principalmente para os seguintes países: Estados Unidos, União Européia, União Soviética.para isto foi estabelecido como referencia de padrão o cacau tipo 1 Bahia superior com classificação realizada pela CEPLAC, o qual gozava de conceito e boa referencia no mercado comprador , chegando em muitas vezes a ser premiado em bolsas de comércio desta comodite.

A partir da década de 70 entra em funcionamento diversas indústrias moageiras, totalizando até o final da década de 80 capacidade de moagem de 300000 toneladas, alterando o perfil tradicional exportador de amêndoas para sub produtos tais como manteigas de cacau, liquor, e outros.e em restrita percentagen cacau em amêndoas.

Com a entrada da doença vassoura-de-bruxa na região produtora baiana e sua ação nefasta a produção, aliados a fatores climático desfavoráveis e desestímulos dos produtores tendo como conseqüência a prática de um agricultura empírica e meramente extrativista, levando a queda vertiginosa da produção e produtividade com desestruturação do comercio e organização de trabalhadores e produtores.

A queda de produção acarretou uma ociosidade no parque industrial e para amenizar esta situação como alternativa realizou importação de cacau em amêndoas, alterando por completo o panorama comercial de cacau, ou seja de tradicional país exportador passou a figurar com importador de cacau em amêndoas e somente exportando sub produtos.

Diante desta mudança o cacau tipo 1 Bahia superior deixa de ser negociado em bolsa de valores e não mais existe o elemento premiação na formação de preços , sendo restrito a indústria local e baseado na bolsa de valores de nova York futuro.

Agrega-se a este panorama a perda de referencia do padrão Bahia superior, sendo lembrado esporadicamente por restritos compradores e não são atendidos em função da escala baixa de produção no que tange a fatores qualitativos e quantitativos.

A partir deste quadro referencial as indústrias moageiras não levaram em consideração os fatores qualitativos da produção e sim tão somente em penalizar o seguimento produtivo com redução de preços a quem não atendiam a referencia em termos teor de umidade, nível de fermentação das amêndoas, como resultante final a cada 100 sacas que chega ao armazém apenas 10 se enquadra no padrão tipo 1 Bahia superior.

FATOR PREÇO DO PRODUTO PAGO AOS PRODUTORES

os elementos formadores de preço tradicionalmente foi representado pela curva de produção, demanda da indústria moageira e o consumo de chocolate representado pelos paises considerados ricos e de tradição na fabricação de chocolate como estados unidos e união européia e Rússia. Normalmente o preço bago aos produtores gira em torno de 72% do valor fob de mercado internacional.

Importante frisar que os preços tiveram repentinamente uma variação grande em função de arranjo industrial, instabilidade política, aumento sazonal do consumo, de chocolate.

Ao observarmos no gráfico 1 a curva de preço desde 93 constatamos que partir de 800 dólares foi ascendente até 98 com ligeiro declínio até o ano de 2001 e voltado novamente a crescer atingido o ápice em 2003 a preços em torno de 1800 dólares novamente declínio até este ano. Esta variação implica para os produtores para os produtores a tomarem uma atitude bem forte no sentido de buscarem as seguintes pontos:

Retomarem de forma intensiva a melhoria da qualidade do cacau produzido com objetivo de atender a demanda por cacau superior e cacau fino que hora vem se destacando junto a fabricante de chocolates de escala embora considerados pequenos, mais de boa consolidação no mercado principalmente no Europeu.


Reorganização dos produtores em cooperativas e associações com objetivo de redução de custo de produção, bem na busca de melhores preços na comercialização do produto.
Ações junto aos agentes financeiros com objetivos de estabelecer linhas de financiamento para estocagem do produto quando os preços não remunerar o produtor a contento.

FATOR QUALIDADE

O Atributo de Qualidade do cacau produzido no Brasil há muito não é reconhecido pelo mercado comprador internacional. Os fabricantes de chocolate Europeus, normalmente não utilizam o cacau produzido no Brasil em mistura nas suas formulações com a finalidade de produzir a massa de cacau destinada a fabricação de seus chocolates. Sua aplicação se destina na maioria das vezes, para a fabricação de manteiga, torta e pó de cacau.

O mercado americano é atualmente o maior consumidor de cacau brasileiro, utilizando em algumas de suas formulações, blends de cacau produzido no Brasil.Infelizmente na maioria das vezes o cacau brasileiro é utilizado somente com a finalidade de enchimento de formulação, não sendo considerado como instrumento de contribuição de Flavor ( sabor/aroma).

O cacau produzido na África (Costa do Marfim, Ghana, Camarões e etc...) é o que normalmente aparece como instrumento de contribuição de Flavor , na maioria dos chocolates produzidos no mundo.

O cacau asiático produzido na Malásia e Indonésia é em sua maioria destinado a fabricação de manteiga, torta e pó de cacau. O Vietnam esta despontando como novo produtor de cacau.Ainda não sabemos seu padrão de qualidade mas com certeza será um novo competidor importante no mercado de cacau destinado a produção de manteiga , torta e pó de cacau.

O cacau brasileiro (Bahia, Rondônia e Pará) é praticamente todo comercializado no mercado interno, sendo os principais compradores as empresas Cargil, ADM (Joanes ) , Barry Callebout, Duffs e Indeca, as quais são as principais processadoras de cacau do mercado brasileiro.

Os principais produtos exportados por estas empresas são a manteiga , torta e pó de cacau. A produção de Liquor de cacau ( massa de cacau) para exportação não é definitivamente o principal foco destas empresas.Como conseqüência não existe o estimulo na produção de um cacau com um bom Flavor(sabor e aroma) ou seja com boas características organolepticas destinado a fabricação de chocolates.

SITUAÇÃO ATUAL DE MERCADO DE CACAU TIPO FINO

Não existe um critério de reconhecimento mundial que permita avaliar e enquadrar as características de qualidade organolépticas de um Cacau tipo Premio e ou Fino ou Flavor.

O mercado mundial classifica o cacau comercializado em duas categorias básicas o do tipo Bulk (o que poderia ser interpretado como um cacau Regular e ou Ordinário ) e o do tipo Fino ou Flavor ( o que poderia ser interpretado como um cacau Aromático e ou Fino).

Geneticamente podemos considerar as variedades do cacau tipo Crioulo ou Trinitário como espécimes botânicas que produzem cacau do tipo Fino ou Flavor e o da espécie botânica do tipo Forasteiro como o que produz o cacau do tipo Bullk. É claro que existe algumas exceções tais como o tipo de cacau conhecido como Nacional no Equador que é da espécime botânica Forasteiro, mas produz um cacau considerado como Fino ou Flavor. Por outro lado, temos em Camarões na África a espécime botânica do tipo Trinitário, produzindo uma torta de cacau com uma cor avermelhada única tida como especial, sendo considerado como cacau do tipo Bullk.

Todo o volume de cacau do tipo Fine ou Flavor produzido ao longo do planeta não representa mais de 5% (cinco por cento) da produção mundial.O grande volume de cacau comercializado por fabricação de Manteiga, torta e massa de cacau é do tipo Bullk.

Países que produzem Cacau Fino ou Flavor.

A América Latina e a Região do Caribe produzem cerca de 80%(oitenta por cento) do Cacau do tipo Fine ou Flavor.

A produção fica distribuída como segue:
América Latina:
Equador – Produz de 60 a 80 mil toneladas de cacau/ano.
Colômbia – Produz de 10 mil toneladas de cacau/ano.
Venezuela – Produz de 10 mil toneladas de cacau / ano.

Obs: Somente o Equador produz metade da produção de cacau do tipo Fine ou Flavor do mundo.

Caribe –
Jamaica – Produz de 1 a 3 mil toneladas de cacau/ano.
Trinidad e Tobago – Produz de 1 a 3 mil toneladas de cacau / ano.

Costa Rica – Produz de 1 a 3 mil toneladas de cacau/ano.
Granada – Produz de 1 a 3 mil toneladas de cacau/ano.

Ásia
Nova Guiné – Papua – Produz de 10 mil toneladas de cacau/ano.
Indonésia – Produz de 10 mil toneladas de cacau/ano.

Como já foi dito o grande problema para produção e reconhecimento das qualidades sensoriais e aromáticas de um tipo e ou região produtora de cacau é que não existe um critério único de análise para se avaliar as características organolépticas de um cacau que permita classificá-lo ou não como do tipo Fino ou Flavor. Além das características morfológica e agronômicas intrínsecas da planta existe outros fatores relativos ao tratamento executado nas amêndoas após a colheita ( tipo de fermentação ), que irão determinar o Flavor ( Aroma e Sabor ) além das características de cor e teor de manteiga do cacau.

O valor do premio sobre o preço de mercado internacional de cacau, hoje é determinado pelos próprios fabricantes de chocolates, fundamentado em sua avaliação pessoal e particular interesse por algumas características de um ou outro tipo de cacau Fino ou Flavor . Isto significa que não existe um critério internacionalmente reconhecido para se avaliar a qualidade X preço deste tipo de cacau.

O acordo internacional do cacau de 1993 somente reconhece 17 países como produtores de cacau tipo Fino ou Flavor. Destes 17 somente 8 são classificados como Países que produzem exclusivamente cacau do tipo Fino ou Flavor sendo os seguinte : Republica Dominicana, Granada, Jamaica, Santa Lucia, São Vicente e Granadinas , Samoa, Suriname e Trinidad e Tobago. Este acordo reconhece os seguintes países como produtores parciais de cacau tipo Fino ou Flavor. Equador (75%), Venezuela (50%), Colombia(25%) e Costa Rica (25%).O percentual entre os parênteses , representa o volume da produção de cada um destes países que é considerado cacau do tipo Fino ou Flavor.

O que é interessante saber que nossos avós , com certeza ingeriram chocolates com sabor de qualidade superior aos que comumente encontramos no mercado.Isto se deve ao fato de que no inicio do século , 40% a 50% da produção mundial de cacau era do tipo Fino ou Flavor, e hoje representa uns míseros 5%(120 mil toneladas/ano).Fato este explicado pela expansão do plantio mundial utilizando somente cacau do tipo Bullk.

Pela massificação da produção da industria mundial fabricante de chocolate, a necessidade de uso do cacau do tipo Fino ou Flavor com características muito particulares caiu muito sendo que a deficiência de qualidade do cacau do tipo Bullk é hoje amenizada pela inclusão no chocolate produzido de outros ingredientes que possuem contribuição forte de aroma e sabor tais como: cremes, amêndoas , frutas , etc..., os quais acobertam as deficiências de qualidade aromáticas e sensoriais do cacau.

Os países tradicionalmente consumidores de cacau do tipo Fino ou Flavor são : Bélgica, Luxemburgo, França, Alemanha, Itália , Suíça e Inglaterra , sendo que os Estados Unidos não é um grande utilizador deste tipo de cacau representando somente 15 a 20% do consumo mundial. A Bélgica , Luxemburgo, Suíça e Japão são seus maiores consumidores.

A comercialização do cacau do tipo Fino ou Flavor , é normalmente exercida por agentes especializados, os quais compram este cacau diretamente de produtores e ou exportadores nos países produtores. O premio obtido sobre o mercado de Londres pode variar de 50 a 250 libras esterlinas sendo que em algumas circunstâncias já atingiu a cifra de 500 libras esterlinas sobre o mercado. O premio é diretamente proporcional a qualidade da amêndoa e a sua escassez no mercado.

A organização ICCO, (International Cocoa Organization), iniciou um projeto com um objetivo de estabelecer um padrão técnico que possibilite a classificação do cacau do tipo Fino ou Flavor , diferenciando-se do cacau do tipo Bullk .Este trabalho seria executado no Equador , Venezuela , Trinidad e Tobago, e em Papua na Nova Guiné.

Seu objetivo seria de caracterizar os parâmetros físicos , químicos e organolépticos do cacau produzido nesta região e propor uma metodologia de análise e especificações técnicas que permitissem classificar este tipo de cacau diferenciando-o do cacau tipo Bullk. Este trabalho ainda não foi concluído.

O conceito de qualidade de cacau do tipo Fine ou Flavor já é uma realidade praticada pelo mercado mundial de fabricantes de chocolate que utilizam cacau de uma única origem, normalmente contendo cerca de 70% de massa de cacau em sua composição, caracterizando estes chocolates pelas suas características especificas de aroma e sabor, as quais são consideradas como qualidades primordiais na decisão da compra da amêndoaou da massa de cacau do tipo Fino ou Flavor.

È comum neste mercado exigente se pagar premio sobre o preço cotado na bolsa de Londres.

RELAÇÃO DE PAÍSES PRODUTORES DE CACAU FINO

Segue abaixo uma relação de países produtores de cacau, e a respectiva marca de qualidade de cacau do tipo Fino ou Flavor, normalmente reconhecida pela região de plantio e ou espécie botânicas .
América Latina (Países produtores )
• Honduras
• Guatemala
• Costa Rica
• Panamá
• Colômbia
• Venezuela
• Peru
• Brasil
• Trinidad
• Granada
• República Dominicana
• Santo Domingo
• Nicarágua

MARCAS RECONHECIDAS
Equador
• Arriba – Salinas de Guaranda – Equador
• Old Arriba – Equador
• Esmeraldas – Covo – Equador
• Esmeraldas – Salinas - Equador
• National – Equador
• Clone CCN-51 – Equador

Venezuela
• Paria –Venezuela
• Sul Del Lago Maracaibo – Venezuela
• Porto Cabello – Venezuela
• Puerto Fino – Rio El Pilar – Península de Paria- Venezuela
• Hacienta El Rosario – Venezuela
• Hacienta El San Jose – Península de Paria
• Rio Caribe Superior – Venezuela
• Porcelana – Del Pedegral – Venezuela
• Chuau – Lago Maracaibo – Venezuela
• Carenelo Superior – Barlovento – Venezuela
• Capurano – Venezuela
• Concepcion – Venezuela

Peru
• Apurimac – Rio Apurimac – Peru

Granada
• Granada – Ilha de Granada

Santo Antônio
• Santo Domingo

Guiana
• Cacao Tonka – Orinico – Guiana

África ( Países Produtores )
• Tanzânia
• Ungada
• Belize
• Acra
• Costa do Marfim
• Togo
• Camarões ghana
• São Tomé

Marcas reconhecidas
Não possui

Ásia ( Países Produtores )
• Ceilão
• Nova Guiné
• Java
• Malásia
• Samoa
• Índia
• Madagascar
• Indonésia (Sulaewesi, Maluku, Norte de Sumatra, Papua , Java)
Marcas reconhecidas
• Magaro – Java – Indonésia
• Sulaeweai – Indonésia
• Papua – Indonésia
• Sumatra – Indonésia
• Malagashy – Madagascar
• Maralumi – Nova Guiné

REFORMULAÇÃO DA CONCEITUAÇÃO SOBRE QUALIDADE DE CACAU PRODUZIDO NO BRASIL.

Fundamentos :
• O conceito de qualidade é constituído ao longo de um período predeterminado suportado por um sistema consistente de controle e divulgação.
• O cacau no mercado brasileiro historicamente nunca foi comercializado no mercado mundial considerando seus preceitos de qualidade. A classificação de qualidade de cacau utilizada atualmente somente avalia defeitos .
• A análise da especificação técnico-comercial de classificação de cacau para exportação, caracteriza o cacau do Tipo 1-2-3 em relação aos quesitos de isenção de defeitos tais como odores estranhos, mofo interno, ardósia , tamanho de sementes , etc...

CONCLUSÃO

Se não melhorar a qualidade, não conseguiremos atrair o comércio internacional, sendo assim, ficaremos restrito ao comércio local e precisamos fortalecer o associativismo e o cooperativismo para participar da formação e regulagem de preço.

 

AUTOR: PAULO ROBERTO GONÇALVES PEREIRA
• CACAUICULTOR
• COMERCIANTE DE CACAU
• DIRETOR DE COMUNICAÇÃO DA ACAL (Associação dos cacauicultores de Linhares)