APICULTURA COMERCIAL NO SUL DA BAHIA


A exportação de MEL aumentou 14 mil%, passaram de R$ 700 mil, em 2001 para R$ 138 milhões, em 2004. De 18 toneladas em 1999, passou para 40 mil toneladas em 2004, já são 500 mil Apicultores no Brasil, 2,5 milhões de colméias instaladas.

No Estado da Bahia, durante os últimos dez anos a produção apícola deu um salto de 550 toneladas para 4.000 toneladas, colocando o estado na 8ª posição no ranking nacional. O número de apicultores, no mesmo período, passou de 680 para 5.200. Os números evidenciam o grande interesse dos produtores para a criação de abelhas em todo os Estado da Bahia.

No sul da Bahia, a produção de mel e pólen vem se destacado em diversos municípios a exemplo de Una, Canavieiras, Ilhéus (pólen) e Santa Cruz da Vitória, Teixeira de Freitas (mel). São 1.200 apicultores organizados em 22 associações de apicultura e 2 cooperativas, uma de mel (Santa Cruz da Vitória) e outra voltada para a produção de pólen (Canavieiras).

O dados acima, demonstram o quanto à atividade apícola cresceu nos últimos anos, gerando novas oportunidade de trabalho e renda para uma parte significativa das comunidades com baixo poder econômico e a CEPLAC vem tendo um papel importante neste processo, atuando em diversas vertentes da cadeia produtiva.

Os diversos ecossistemas no sul da Bahia permitem a produção de mel, pólen, própolis, geléia real, apitoxina (veneno das abelhas), para tanto basta que os apicultores conheçam bem a potencialidade da cada região onde será instalado seu empreendimento. Para facilitar essa compreensão, dividimos o sul da Bahia em cinco grandes áreas de acordo com a sua potencialidade apícola.

1 - Litoral do sul da Bahia: área indicada para a produção de pólen em decorrência das grandes floradas das palmáceas, em especial os coqueiros e as áreas de restinga. Os apicultores podem também produzir própolis e mel. Para a produção da própolis, os manguezais são fornecedores em abundancia de resinas, cujo produto final é uma própolis vermelho com grande ação terapêutica, já comprovada através de estudos pela UNICAP. Com relação a produção do mel, trabalhos realizados pela CEPLAC, verificaram um teor de umidade em torno de 19 a 20%, sendo o ideal 17%. Isto não inviabiliza a produção deste produto nesta áreas, apesar do produto necessitar de cuidado especiais com relação ao seu armazenamento e tempo em prateleira.


 


 

 

 

 

 

Figura 1 – Apiário instalado em manguezais

 

2 – Áreas de Transição: são localidade onde o índice pluviométrico é baixo e se constata a presença de vegetação rasteira (pasto sujo) e capoeiras. São áreas indicadas para a produção de mel, pode-se citar como exemplo os municípios de Santa Cruz da Vitória, Floresta Azul, Dario Meira.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 2: Área de Transição em Floresta Azul

 

3 – Áreas com grandes concentrações de plantio de cacau: Nestas áreas as abelhas aproveitam as árvores de sombreamento para a produção de mel e pólen. São localidades com umidade alta, onde o apicultor deve ter o máximo de cuidado para que não ocorra a podridão européia (doenças causadas por bactérias). É possível também a exploração da própolis nestas áreas. O cajá é grande fornecedora de néctar e pólen. A floração do cajá ocorre nos meses de novembro e dezembro, neste período o apicultor pode deslocar suas colméias para estas áreas, onde poderá obter uma produtividade média de 800 gramas de pólen por dia, 800% maior do que a média anual, que é de 100 gramas.

 

4 – Áreas com plantios de eucalipto: Estas áreas estão localizadas mais para o extremo sul e são indicadas para a produção de mel, cuja produtividade pode alcançar 50 quilos por colméias. É possível também a produção de pólen em determinada época, diferentemente do litoral que produz o ano todo.

Maiores informações, o produtor poderá fazer contato com a CEPLAC através dos seus escritórios locais ou ligar para o CENTRO DE PESQUISA DO CACAU, através do número (73) 3214-3250 ou enviar e-mail para ediney@cepec.gov.br

 

 

*Engenheiro Agrônomo, com mestrado em Desenvolvimento e Gestão Ambiental, responsável pelo Setor de Apicultura do Centro de Pesquisas do Cacau – CEPEC. E-mail: ediney@ceplac.gov.br Tel: (73) 32143250
 

Ediney de Oliveira Magalhães*