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Sistemas de Produção,
1 ISSN 1809-1822 Versão Eletrônica Dez/2005 |
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Sistema de Produção de Caprinos e Ovinos de Corte para o Nordeste Brasileiro |
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Apresentação
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Manejo Sanitário |
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Doenças Parasitárias Doenças Bacterianas |
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Tabela 1. Principais doenças parasitárias. |
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Categoria Animal |
Doença |
Causa |
Sintomas |
Como evitar |
Tratamento |
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Cabritos (CA) Cordeiros (CO) |
Eimeriose |
Protozoário gênero Eimeria |
Diarréia fétida, falta de apetite, pêlos arrepiados e desidratação. |
Limpeza e desinfecção das instalações, Evitar superlotação, isolar e tratar os doentes. Manejo intensivo: uso de salinomicina na dose de 1mg/kg misturada ao leite ou ração (2a semana ao 70 mês de vida –preventivo). |
Antibióticos à base de sulfa (para tratamento e prevenção) |
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CA, CO e Animais Adultos (AA) |
Verminose Gastrintestinal |
Endoparasitas (Vermes) de diversas espécies, destacando-se o gênero Haemonchus |
Falta de apetite, emagrecimento, pêlos arrepiados, anemia e diarréia. |
Limpeza das instalações, retirada do esterco, manter os animais presos por pelo menos 12 horas, evitar superlotação das pastagens, rodízio de piquetes e vermífugos. |
Vermifugação em épocas adequadas (conforme orientação neste documento) |
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CA, CO e AA |
Sarnas |
Ácaros dos gêneros Psoroptes, Demodex e Sarcoptes |
Crostas e nódulos na pele, coceira intensa e queda pêlo. |
Isolar e tratar animais acometidos, banhar animais antes de introduzi-los no rebanho. |
Banhos por aspersão ou imersão com
sarnicidas, repetindo-se |
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CA, CO e AA |
Pediculose (Piolhos) |
Ectoparasitas do gênero Mallophaga e Anoplura |
Coceira intensa, irritação da pele, diminuição do apetite, pêlos arrepiados. |
Observar animais do rebanho, separar e tratar os animais infestados, banhar animais antes de introduzi-los no rebanho. |
Observar animais do rebanho, separar e tratar os animais infestados, banhar animais antes de introduzi-los no rebanho. |
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Fonte: adaptado de Garcia et.al. (1996), Santa Rosa (1996) e Silva et al .(2001)
Os animais mantidos em pastagem de caatinga devem ter a vermifugação realizada de acordo com o esquema estratégico da tabela 2. Para animais mantidos em área de pastagem cultivada irrigada, onde as condições ambientais são favoráveis para a proliferação de verminoses o ano inteiro, deve-se adotar o esquema de coleta de fezes e contagem do número de ovos por grama de fezes (OPG) a cada mês. Quando o OPG for maior que 500 todos os animais devem ser vermifugados. |
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Tabela 2. Esquema de Vermifugação Estratégica para animais criados em Caatinga. |
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Doses |
Categoria Animal |
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1a Vermifugação: primeiro mês do período seco |
Cabritos e Cordeiros (após 3a semana de pastejo) Reprodutores Matrizes Animais Jovens |
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2a Vermifugação: 60 dias após a primeira |
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3a Vermifugação: penúltimo mês do período seco |
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4a Vermifugação: Início da estação chuvosa |
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Fonte: adaptado de Silva et al. (2001)
Tabela 3. Principais doenças bacterianas que afetam caprinos e ovinos de corte. |
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Categoria Animal |
Doença |
Causa |
Sintomas |
Tratamento |
Como evitar |
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Cabritos (CA), cordeiros (CO) e animais adultos (AA) |
Pododermatite |
Bactérias, destacando-se o gênero Fusobacterium |
Manqueira, dificuldade de locomoção, vermelhidão e inchaço, presença de pus e odor fétido (mau cheiro). |
Colocar o animal em local seco e limpo, limpeza do casco com retirada dos tecidos mortos, realizar curativos diários com uso de pomadas antibiótica ou solução de sulfato de zinco ou cobre a 10%. |
Evitar permanência dos animais em pastos encharcados, casqueamento duas vezes ao ano (início e final do período seco) ou em animais estabulados quando necessário descarte de animais com doença crônica, uso de pedilúvios com cal virgem ou sulfato de zinco ou cobre a 10%. |
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Maior freqüência em CA e CO |
Broncopneumonia |
Diversos agentes dos gêneros bacterianos e virais |
Falta de apetite, pêlos arrepiados, febre, dificuldade respiratória, tosse e corrimento nasal. |
Tratamento a base de antibióticos e antiinflamatórios, mucolíticos e em caso de febre, antitérmicos. Evitar o stress do animal. |
Limpeza e desinfecção das instalações, evitar superlotação, proteger os animais de corrente de vento direta, isolar e tratar os doentes, tratamento do umbigo e administração do colostro. |
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CA, CO e AA |
Linfadenite caseosa |
Bactéria do gênero Corynebacterium |
Abscessos na pele ou em órgãos (visceral) |
Corte e drenagem do abscesso com aplicação de iodo a 10% no local |
Limpeza e desinfecção das instalações, isolamento de animais com abscessos, evitar o rompimento espontâneo dos abscessos, descarte de animais com vários abscessos, inspecionar periodicamente o rebanho, tratar umbigo dos animais. |
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CA, CO e AA |
Ceratoconjuntivite |
Bactérias de vários gêneros |
Lacrimejamento, olhos congestos, falta de apetite, febre, mancha esbranquiçada nos olhos que pode evoluir para cegueira |
Limpeza dos olhos com soro fisiológico, aplicação de antibióticos apropriados para utilização ocular. |
Limpeza e desinfecção das instalações, controle da população de moscas, evitar a introdução de animais com problemas oculares no rebanho, tratamento e isolamento dos animais doentes. |
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AA |
Brucelose |
Bactéria do gênero Brucella |
Aborto em fêmeas, orquite nos machos |
Não é recomendado. |
Realizar exame sorológico, abater animais positivos, exigir quando na compra de animais atestado de negatividade, queimar e enterrar restos de aborto e parto. |
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CA, CO e AA |
Clostridioses |
Bactérias do gênero Clostridium |
Diversos: diarréias, sintomas nervosos, edemas (inchaços). |
Antibioticoterapia (Penicilina), alguns casos não resposta. |
Medidas higiênicas isoladas são insuficientes, realizar vacinação. |
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Fonte: adaptado de Garcia et al (1996) e Santa Rosa (1996)
Tabela 4. Principais doenças virais que afetam caprinos e ovinos de corte. |
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Categoria Animal |
Doença |
Causa |
Sintomas |
Tratamento |
Como evitar |
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Principalmente CA e CO |
Ectima Contagioso |
Vírus |
Presença de bolhas e crostas nos lábios, gengivas e narinas. |
Tratar as lesões com solução de permanganato de potássio a 3% ou iodo a 10% acrescido de glicerina na proporção de 1:1. |
Fornecimento de colostro, limpeza e desinfecção das instalações, não incorporar animais doentes ao rebanho e em casos de surtos proceder a vacinação. Manipular com cuidado, pois, trata-se de zoonose. |
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Maior ocorrência em AA. |
Raiva |
Vírus |
Salivação intensa, diminuição do apetite, ranger de dentes, paralisia de membros. |
Não há tratamento |
Vacinação em áreas de risco. |
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Fonte: adaptado de Garcia et al (1996), Santa Rosa (1996) e Silva et al (2001)
Tabela 5. Outras doenças que acometem caprinos e ovinos de corte. |
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Categoria Animal |
Doença |
Causa |
Sintomas |
Tratamento |
Como evitar |
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AA (animais adultos) |
Urolitíase |
Cálculos no trato urinário |
Dificuldade de urinar, dor com curvatura da coluna, dificuldade de locomoção, perda de apetite |
Desobstrução por sonda uretral, medicamentos (antibióticos, antiinflamatórios e diuréticos), tratamento cirúrgico |
Cuidados na concentração mineral
da ração, recomenda-se a ingestão de cloreto de sódio de |
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AA |
Intoxicação por plantas |
Plantas tóxicas ou venenosas ingeridas. |
Parada do rúmen, falta de apetite, respiração acelerada, tremores musculares, animal permanece caído, salivação intensa, morte. |
Não há tratamento específico. Tratamento dos sintomas com antitóxicos, hidratação do animal, evitar condições de stress. Em caso de intoxicação por mandioca e maniçoba aplicação de produtos a base de nitrito de sódio e hipossulfito de sódio. |
Identificar as plantas na área de pastejo, erradicar ou cercar áreas onde estas estejam presentes, suplementação do rebanho na época seca, fornecimento de sal mineral à vontade durante todo ano. |
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Fonte: adaptado de Garcia et al (1996), Santa Rosa (1996) e Silva et al (2001)
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Tabela 6. Esquema de vacinação para caprinos e ovinos. |
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Doença |
Esquema de Vacinação |
Categoria Animal |
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Raiva |
Anual / a partir de 4 meses de idade (só em regiões em que haja casos confirmados) |
Animais Jovens, Reprodutores, Matrizes. |
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Clostridioses (apenas em regiões onde ocorra a doença) |
Animais não vacinados: aplicar duas doses de vacina com um intervalo de quatro a seis semanas entre as vacinações. Em filhos de mães não vacinadas, a primeira dose deve ser efetuada a partir da 3a semana de idade e a partir da 9a semana de idade em filhos de mães que foram vacinadas. Animais já vacinados: revaciná-los
a cada ano. Em fêmeas gestantes, fazer a revacinação anual de |
Animais Jovens, Reprodutores, Matrizes. |
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Linfadenite Caseosa |
A partir de três meses com reforço aos 30 dias e repetir anualmente. |
Animais Jovens |
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Ectima contagioso |
Autovacina, única dose repetindo-se nas matrizes na próxima parição. |
Cordeiros e cabritos, Matrizes (terço final de gestação). |
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Fonte: adaptado de Silva et al. (2001)
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