Embrapa Caprinos

Sistemas de Produção, 1

ISSN 1809-1822 Versão Eletrônica

Dez/2005

Sistema de Produção de Caprinos e Ovinos de Corte para o Nordeste Brasileiro


Autores

 

Apresentação
Importância econômica
Aspectos agro e zooecológicos
Raças
Infra-estrutura
Alimentação e manejo alimentar
Manejo reprodutivo
Manejo produtivo
Manejo sanitário
Mercado e comercialização
Coeficientes técnicos
Referências
Glossário

 

Expediente

Coeficientes Técnicos, custos, rendimentos e rentabilidade

 

Coeficientes Técnicos

Custos

Fixos
Variáveis

Rendimentos

Rentabilidade

Coeficientes Técnicos

Toda e qualquer atividade agropecuária precisa ser economicamente viável. Para tanto, são propostos alguns passos que, se seguidos, irão proporcionar um instrumental de acompanhamento e análise da viabilidade econômica de sistemas de produção de caprinos e ovinos para corte.

Para avaliar economicamente a viabilidade de se investir na atividade da caprinocultura e da ovinocultura de corte são necessárias informações relacionadas às diversas etapas do processo produtivo descrito neste sistema. Considerando que a viabilidade econômica tem papel-chave na tomada de decisão sobre os investimentos a serem feitos dentro da empresa rural, apresentamos aqui alguns aspectos a serem considerados.

 

Coeficientes Técnicos

Para avaliar a viabilidade econômica da atividade é necessário, inicialmente, que sejam observados alguns coeficientes zootécnicos. A tabela 1 apresenta alguns coeficientes relacionados à ovinocultura de corte e a tabela 2 apresenta os mesmos índices para a caprinocultura de corte.

 

Tabela 1. Coeficientes zootécnicos para ovinocultura de corte em sistemas de produção no Semi-Árido nordestino.

Coeficientes

Ano 1

Ano 2

Ano 3

Parição (parto/matriz/ano)

1,2

1,2

1,5

Fertilidade (fêmeas paridas/fêmeas cobertas)

60 - 70%

80 - 85%

90 – 95%

Prolificidade (crias/parto)

1,3

1,4

1,5

Mortalidade até 1 ano (%)

10

7

5

Mortalidade acima de 1 ano (%)

7

5

3

Descarte de matrizes (%/ano)

20

Relação reprodutor:matriz

1:30

1:40

1:60

Percentagem (%) de peso adulto ao primeiro acasalamento (fêmeas)

70

Aprisco p/ animais até 06 meses (m²/cabeça)

0,5

Aprisco p/ animais acima de 06 meses (m²/cabeça)

1,2

Intervalo entre partos (meses)

8

Consumo de água (litros/cabeça/dia)

5

Produção de fezes (kg/cabeça/dia) animal de40 Kg

1,5

Número de animais até 06 meses por UA

10

Número de animais acima de 06 meses por UA

6

Idade para abate de cordeiros (meses)

8

6

5

Peso vivo ao abate (kg)

24

26

28

 

Tabela 2. Coeficientes zootécnicos para caprinocultura de corte em sistemas de produção no Nordeste Brasileiro.

Coeficientes

Ano 1

Ano 2

Ano 3

Parição (parto/matriz/ano)

1,2

1,2

1,5

Fertilidade (fêmeas paridas/fêmeas cobertas)

60 - 70%

80 - 85%

90 – 95%

Prolificidade (crias/parto)

1,3

1,4

1,5

Mortalidade até 1 ano (%)

10

7

5

Mortalidade acima de 1 ano (%)

7

5

3

Descarte de matrizes (%/ano)

20

Relação reprodutor:matriz

1:30

1:40

1:60

Percentagem (%) de peso adulto ao primeiro acasalamento (fêmeas)

70

Aprisco p/ animais até 06 meses (m²/cabeça)

0,5

Aprisco p/ animais acima de 06 meses (m²/cabeça)

1,2

Intervalo entre partos (meses)

8

Consumo de água (litros/cabeça/dia)

5

Produção de fezes (kg/cabeça/dia) animal de40 Kg

1,5

Número de animais até 06 meses por UA

10

Número de animais acima de 06 meses por UA

6

Idade para abate de cabritos (meses)

8

6

5

Peso vivo ao abate (kg)

24

26

28


 

Custos


Os custos são elementos importantes na análise da eficiência dos sistemas de produção implantados. Desta forma, o controle dos custos fixos e variáveis é fundamental para quem está iniciando a produção de ovinos de corte e para quem já se encontra na atividade. Os custos de produção dos ovinos variam de acordo com os insumos usados e práticas de manejo adotadas.

Custos Fixos

Custos Variáveis

 

Custos Fixos

Custos fixos são aqueles que ocorrem independente de haver produção ou não. Entre os principais custos fixos da produção de ovinos de corte está a depreciação.

As benfeitorias e sua depreciação - Compreendem benfeitorias as construções/instalações, açudes, cercas, etc. A Tabela 3 auxilia no levantamento das benfeitorias.

 

Tabela 3. Levantamento de benfeitorias envolvidas no sistema de produção de caprinos e ovinos para corte em sistemas de produção no Nordeste Brasileiro.

Tipo de benfeitoria

Área / tamanho

Ano*

Valor inicial (R$)

Vida útil (anos)

Valor final (R$)

DEPRECIAÇÃO ANUAL (R$)

1.

 

 

 

 

 

 

2.

 

 

 

 

 

 

3.

 

 

 

 

 

* ano de implantação

O valor inicial corresponde ao custo total de construção ou implantação e o valor final é o valor da benfeitoria após o fim de sua respectiva vida útil. A depreciação anual de cada benfeitoria (1 a 3) é encontrada pela fórmula:


Portanto, o total da depreciação anual das benfeitorias será a soma das depreciações anuais de 1 a 3 (Tabela 3). A maioria dos modelos de cálculo de custo considera que (20) vinte anos seja a vida útil média provável para as benfeitorias.

Máquinas, motores e equipamentos e sua depreciação anual - Máquinas destinadas à produção de forragem (trator, ensiladeira, etc.), trituradores e demais equipamentos deverão ser levantados. A Tabela 4 auxilia tal levantamento.

 

Tabela 4. Levantamento de máquinas, motores e equipamentos envolvidos no processo de produção caprinos e ovinos de corte em sistemas de produção no Nordeste Brasileiro.

Tipo de máquina, motor ou equipamento

Tamanho, potência

Ano

*

Valor novo (R$)

Vida útil (anos)

Valor final (R$)

DEPRECIAÇÃO ANUAL (R$)

1.

 

 

 

 

 

 

2.

 

 

 

 

 

 

3.

 

 

 

 

*ano de compra

O valor novo corresponde ao preço de aquisição da máquina, motor ou equipamento novo e o valor residual será o valor do mesmo, após o fim de sua respectiva vida útil. A depreciação anual de cada máquina, motor ou equipamento (1 a 3) pode ser obtida pela fórmula:

Assim sendo, o total da depreciação anual das máquinas, motores e equipamentos será a soma das depreciações anuais de 1 a 3 (Tabela 4). A maioria dos modelos de cálculo de custo considera que (10) dez anos seja a vida útil média provável para as máquinas e equipamentos.

As forrageiras perenes e sua depreciação anual - O custo de implantação corresponde ao total gasto com a implantação de cada forrageira (Tabela 5). Para fins de depreciação não são considerados os custos de manutenção das pastagens, pois estes constituem custos variáveis.

 

Tabela 5. Levantamento de forrageiras envolvidas no processo de produção caprinos e ovinos de corte em sistemas de produção no Nordeste Brasileiro.

Tipo de forrageira

Área

Ano de implantação

Custo de implantação (R$)

Vida útil (anos)

DEPRECIAÇÃO ANUAL (r$)

1.

 

 

 

 

 

2.

 

 

 

 

 

3.

 

 

 

 

 

A depreciação anual de cada forrageira (1 a 3) é encontrada pela fórmula:

Assim sendo, o total da depreciação anual das forrageiras perenes será a soma das depreciações anuais de 1 a 3 (Tabela 5).
Depreciação anual de animais adultos - Animais usados no processo produtivo representam investimentos, e como tais, precisam ser repostos depois de algum tempo. Por isso, o cálculo da depreciação dos mesmos é fundamental. A tabela 6 contém um modelo que permite fazer este cálculo.

Tabela 6. Levantamento de animais adultos envolvidas no processo de produção de caprinos e ovinos de corte.

Categoria de animal

Número

Idade

Vida útil (anos)

Valor atual (R$)

Valor de descarte ou venda (R$)

depreciação anual (R$)

Grupo de Reprodutores

 

 

 

 

 

 

Grupo de Reprodutores

 

 

 

 

 

 

Grupo de Matrizes

 

 

 

 

 

 

Grupo de Matrizes

 

 

 

 

 

 

Grupo de Matrizes

 

 

 

 

 

 

Grupo de Matrizes

 

 

 

 

 

 

 

A tabela 6 permite distinguir grupos de reprodutores e matrizes de mesma idade dentro do rebanho. A vida útil corresponde ao período que o produtor pode utilizar cada categoria de animais. O valor atual corresponde ao valor dos animais na função que desempenham no momento e, o valor residual seria o valor destes animais ao final de sua vida útil para fins de abate ou venda para outros produtores. A depreciação anual de cada grupo de animais adultos (reprodutores e matrizes) pode ser encontrada pela fórmula:

Portanto, o total da depreciação anual dos animais adultos será a soma das depreciações anuais de cada grupo de animais adultos (Tabela 6).

Impostos e taxas - Impostos como ITR e outros, assim como taxas de aluguéis e arrendamentos pagos pelo produtor precisam ser levantados. A tabela 7 contém um exemplo de como realizar esta tarefa.

 

Tabela 7. Levantamento de impostos e taxas ligadas ao processo de produção de caprinos e ovinos de corte.

Tipo de imposto ou taxa

Valor pago (R$/ano)

1

 

2

 

3

 

4

 

 

O total de impostos e taxas pagos no decorrer do ano será a soma dos impostos/taxas de 1 a 4 (Tabela 7).
Remuneração do capital investido - Refere-se ao total de investimentos feitos, incluindo benfeitorias, máquinas, motores, equipamentos, animais adultos e forrageiras. Usando-se uma taxa de juros que seria recebida em aplicação financeira, se calcula os juros que o capital investido renderia durante o período de duração do empreendimento
.

 

Tabela 8. Totais dos custos fixos anuais para produção de caprinos e ovinos de corte.

Item

Custo fixo anual (R$)

Depreciação de benfeitorias

 

Depreciação de máquinas, motores e equipamentos

 

Depreciação de forrageiras

 

Depreciação de animais adultos

 

Impostos e taxas

 

Remuneração do capital investido

 

Total de custos fixos anuais (R$/ano)

 

 

 

Custos Variáveis


Custos variáveis são aqueles que dependem da escala de produção, ou seja, sua ocorrência está ligada diretamente à produção – não há custos variáveis se não houver produção. Compõem os custos variáveis itens como: mão-de-obra, alimentação, medicamentos, energia, combustíveis, reparos em benfeitorias, máquinas e equipamentos, além da remuneração do capital de giro.

Mão-de-obra - Referem-se aos custos com o pessoal envolvido no processo de produção de ovinos de corte. Pode ser mão-de-obra permanente ou temporária. Para fazer este levantamento, a tabela 9 deve ser utilizada.

 

Tabela 9. Levantamento da mão-de-obra gasta anualmente para produção de caprinos e ovinos de corte.

Mão de obra permanente

Salário vigente na região (R$/mês)

 

N° de empregados permanentes

 

Total salário-base dos empregados permanentes (R$/mês)

 

Encargos referentes ao salário base

 

FGTS

8,00%

 

Férias e prêmio obrigatório

11,11%

 

13º salário

8,33%

 

Prêmio do FGTS

3,33%

 

Salário família

2,50%

 

Salário educação

2,50%

 

INCRA

0,20%

 

INSS pago pelo empregador

12,00%

 

Total de gastos mensais com mão-de-obra permanente (R$/mês)

 

Total de gastos anuais com mão-de-obra permanente (R$/ano)

 

Valor da diária vigente na região (R$/dia)

 

 

Mão de obra temporária

 

Número de diárias de mão-de-obra temporária no ano (dh/ano)

 

Total de gastos anuais com mão-de-obra temporária (g x h) (R$/ano)

 

Gasto total anual com mão-de-obra (R$/ano)

 


Concentrados - O consumo anual de concentrados deve ser levantado. Para tanto, a Ficha 10 deve ser preenchida.

 

Tabela 10. Levantamento do consumo anual de concentrado.

Tipo de concentrado

Unidade

(kg ou saca)

Vapor Unitário (R$)

Valor total (R$)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COM CONCENTRADO (R$)

 

 

Mistura mineral - O registro do consumo anual de mistura mineral pode ser feito baseado na tabela 11.

 

Tabela 11. Levantamento do consumo anual de mistura mineral.

Tipo de Mistura Mineral

Unidade

(kg ou saca)

Valor unitário (R$)

Valor total (R$)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COM MISTURA MINERAL (R$)

 

 

Forragens verdes - Os gastos anuais com manutenção de forrageiras (pastagens perenes) devem ser levantados tomando-se como base na tabela 12. No caso de forrageiras de ciclo anual, se considera todos os gastos feitos com o ciclo nesta mesma tabela 12 (sem calcular sua depreciação).

Tabela 12. Levantamento de gastos anuais com manutenção de forrageiras.

Espécie forrageira

Tipo de gasto (R$)

Valor  (R$)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COM MANUTENÇÃO DE FORRAGEIRAS (R$)

 


Silagem - Caso o produtor use a ensilagem como forma de conservação de forragens para a época seca, a tabela 13 servirá para levantar os custos relacionados a este processo (valor de compra da silagem, ensilagem, transporte, cobertura do silo, retirada do silo, etc.).

Tabela 13. Levantamento de gastos anuais com silagem.

Tipo de gasto (R$)

Valor  (R$)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COM SILAGEM (R$)

 

 

Feno - Caso o produtor use algum tipo de feno a Ficha 12 servirá para levantar os custos anuais relacionados ao processo (valor de compra do feno, fenação, transporte, armazenagem, etc.).

 

Tabela 14. Levantamento de gastos anuais com feno.

Tipo de gasto (R$)

Valor  (R$)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COM FENO (R$)

 

 

Medicamentos (vermífugos, antibióticos, curativos, vacinas) - Dependendo das práticas adotadas, o produtor terá uma série de gastos relacionados à sanidade de seu rebanho de ovinos. A tabela 15 servirá para registrar os gastos anuais com vermífugos, antibióticos, curativos, vacinas, etc.

 

Tabela 15. Levantamento de gastos anuais com medicamentos.

Tipo de Medicamento

Unidade

Quantidade

valor unitário (R$)

Valor total (R$)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COM MEDICAMENTOS (R$)

 

 

Energia e combustível - Na tabela 16 o produtor registrará os gastos com energia e combustível.

 

Tabela 16. Levantamento de gastos anuais com energia e combustível.

Item

Meses

Valor (R$)

ENERGIA

Jan

 

 

Fev

 

 

.

 

 

.

 

 

Dez

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COM ENERGIA (R$)

 

COMBUSTÍVEL

Jan

 

 

Fev

 

 

.

 

 

.

 

 

Dez

 

TOTAL ANUAL DE GASTOS COMBUSTÍVEL (R$)

 

TOTAL GERAL DE GASTOS COM ENERGIA E COMBUSTÍVEL (R$)

 

 

Reparos de benfeitorias - Na tabela 17 o produtor poderá registrar os reparos (consertos) feitos nas benfeitorias no decorrer do ano.

 

Tabela 17. Levantamento de gastos anuais com reparos de benfeitorias.

Tipo de reparo

Valor (R$)

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE REPARO NAS BENFEITORIAS (R$)

 

 

Reparos de máquinas, motores e equipamentos - Na tabela 18 o produtor poderá registrar os gastos anuais com consertos/reparos feitos em máquinas, motores e equipamentos.

 

Tabela 18. Levantamento de gastos anuais com reparos de máquinas, motores e equipamentos.

Tipo de reparo

Valor (R$)

 

 

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE REPARO NAS MÁQUINAS, MOTORES E EQUIPAMENTOS (R$)

 

 

Remuneração do capital de giro - Aplica-se uma taxa de juros que seria obtida em aplicação financeira (custo de oportunidade) obtendo-se, desta forma, uma rentabilidade do capital de giro usado na atividade da produção de ovinos de corte.

Total anual de custos variáveis - Na tabela 19 o produtor fará a transcrição dos totais de custos variáveis obtidos nas tabelas 9 a 18 e com a remuneração do capital de giro.

 

Tabela 19. Levantamento dos custos totais e variáveis.

Tipo de reparo

Valor (R$)

1. Mão-de-obra

 

2. Concentrados

 

3. Mistura mineral

 

4. Forragens verdes

 

5. Silagem

 

6. Feno

 

7. Medicamentos

 

8. Energia e combustível

 

9 Reparos de benfeitorias

 

10. Reparos de máquinas, motores e equipamentos.

 

11. Remuneração de capital de giro

 

Total anual de custos variáveis (R$)

 

 

Receitas


Na tabela 20 o produtor poderá fazer o registro das receitas oriundas do processo produtivo de seu rebanho ovino.

 

Tabela 20. Levantamento das receitas provenientes do sistema de produção.

Tipo de receita

Unidade

Quantidade

valor unitário (R$)

Valor total (R$)

Venda de cordeiros acabados para abate

 

 

 

 

Venda de cordeiros para acabamento

 

 

 

 

Venda de ovelhas matrizes

 

 

 

 

Venda de animais de descarte

 

 

 

 

Venda de reprodutores

 

 

 

 

Venda de esterco

 

 

 

 

Venda de outros sub-produtos

 

 

 

 

TOTAL ANUAL DE RECEITAS (R$/ANO)

 

 

Rendimentos (lucros)

 

O lucro anual da atividade é obtido subtraindo-se o total de despesas (fixas e variáveis) (Parte 2) do total de receitas (Parte 3). O lucro por kg de carne produzido é obtido pela divisão do lucro anual pela produção anual de carne. A tabela 21 poderá facilitar estes cálculos.

 

Tabela 21. Cálculo do lucro líquido anual e por kg de carne produzida.

item

Valor total (R$)

a) Custo fixo anual (Ficha 8)

 

b) Custos variáveis (total anual) (Ficha 19)

 

c) Total de custos anuais (a + b)

 

d) Total de custos por kg (c / kg produzidos no ano)

 

e) Receita total anual

 

f) Lucro total anual (e – c)

 

g) Lucro líquido por kg de carne produzido (f / kg produzidos no ano)

 

Fonte:

 

 

Rentabilidade

Para calcular a sua rentabilidade, o produtor poderá dividir o seu resultado anual obtido com a ovinocultura de corte pelo total do capital investido, assim:

Considerar-se-á como “rentável” a atividade que proporcionar um índice de rentabilidade igual ou superior à aplicação financeira, na qual o produtor poderia ter investido o seu capital.

 

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