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Produção
Mundial: As últimas informações,
provenientes da ICCO na quarta edição do Boletim de Estatísticas
para 2001/02, mostram revisão das estimativas, elevando o total
mundial da produção de 2,808 para 2,818 milhões de toneladas e
reduzindo as moagens de 2,859 para 2,850 milhões de toneladas. Assim,
o déficit foi reduzido para 60 mil toneladas, os estoques estariam em
1,086 milhão de toneladas e a razão estoques/moagens passou para
38,1%. Anteriormente, dados de ED&FMan de setembro passado,
estimaram produção menor em 1,4% na safra 2001/02, de 2,78 milhões
de toneladas líquidas frente a moagens de 2,8 milhões (com redução
superior a 8%), o que teria resultado em déficit próximo a 43 mil
toneladas. Os estoques mundiais podem ter caído para aproximadamente
1,1 milhão de toneladas e a relação estoques/moagens então teria
ficado em torno de 37,4%. As primeiras estimativas de ED&FMan para
2002/03, indicaram elevação da produção para 2,8 milhões de
toneladas e das moagens para 2,9 milhões, o que poderia conduzir a um
déficit de 135 mil toneladas. Outras estimativas para 2002/03 indicam
aumento da produção para 2,88 milhões de toneladas e moagens de
3,03 milhões o que levaria a déficit próximo a 130 mil toneladas.
As indicações de redução dos estoques internacionais e previsão
de queda da relação estoques/moagens continuam valendo ainda que os
preços internacionais tivessem caído a níveis abaixo dos
verificados nos últimos meses. Aparentemente, as razões para o
comportamento do mercado nas últimas semanas derivam do
recrudescimento das anormalidades na Costa do Marfim. Os preços
futuros devem permanecer bastante acima da média de 2001.
Consumo
mundial: Informações sobre o mercado britânico
de chocolates e achocolatados entre junho de 2001 e junho de 2002
constataram declínio nas vendas de 2%. As importações dos Estados
Unidos em agosto de 2002 alcançaram 43,3 mil toneladas, com
aumento de 57% sobre o mês de agosto de 2001. Todavia, o acumulado do
ano, de 246.489 toneladas, está 7% abaixo dos primeiros 8 meses do ano
2001.
Notícias:
Preços internos:
Os preços ao produtor na última semana de outubro sofreram
dois efeitos negativos, em função da queda das cotações externas e
da recuperação da moeda nacional frente ao dólar. Após fechar a
semana anterior em R$125/@ os preços caíram para R$112/@. Na primeira
semana de novembro, os preços permaneceram sob a mesma pressão
negativa e entre R$105/@ e R$107/@, ainda que houvesse recuperação
parcial dos preços próximo ao fim da semana, fechando entre R$112/@
e R$115/@. Na segunda semana, os preços internos acompanharam
o mercado internacional e abriram em baixa, a R$105/@, acusando leve
recuperação na segunda metade da semana, para R$108/@ em função da
nova elevação interna do dólar. Na terceira semana de novembro,
os preços ficaram próximos dos verificados na semana anterior, em
torno dos R$103/@, com pequena elevação próxima do fim da semana,
para R$105/@ e raros negócios a R$110/@. Os mesmos preços
prevaleceram na última semana de novembro. Já na primeira
semana de dezembro, pela sensível elevação das cotações
externas e da cotação do dólar, os preços internos evoluíram de
R$105/@ para aproximadamente R$120/@.
Recebimentos: A safra brasileira de 2001/02 (Maio/abril)
de cacau na Bahia fechou com um total de 129,329 mil toneladas para o
estado e 27,880 mil toneladas para os demais, conformando uma safra
aparente de 157,209 mil toneladas. Os recebimentos para a safra
2002/03, continuam mostrando-se inferiores às entradas da safra
2001/02. Segundo a Associação Comercial da Bahia, até 01.12, os
recebimentos acumulados na Bahia foram de 1.338.565 sacos de 60 Kg
provenientes do próprio estado e 314.547 sacos de outros estados
produtores. Já as importações de outros países registraram 709.657
sacos à mesma data, 01.12.02.
Preços
Internacionais: , Na última semana de outubro, a posição
de dezembro fechou em US$1.901/t, com mínima e máxima, respectivamente
de US$1.855/t e US$1.999/t. No fechamento da primeira semana de
novembro, a cotação para a mesma posição, ficou em US$1.892/t,
acusando redução de US$9/t na semana. No final da segunda semana,
a cotação para março como principal mês cotado de referência,
acusou redução de US$120/t, fechando em US$1.723/t com relação aos
US$1.843 da semana anterior. Já na terceira semana, as cotações
permaneceram estáveis, acusando fechamento de US$1.733/t no dia 22 e
mostrando ganho de US$10/t com relação ao fechamento da semana
anterior. Na curta e última semana de novembro, apenas três
dias de cotações em Nova Iorque, o fechamento em 27.11 alcançou
US$1.703/t, com queda de US$30/t com relação à semana anterior. Já
na primeira semana de dezembro, as cotações elevaram-se
acentuadamente, fechando em 06.12 a US$1.947/t, com ganho de US$244/t.
Fatos
e Notícias: Ao
longo das últimas semanas verificaram-se alguns fatos, dentre os quais:
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internamente
o mercado seguiu a redução/elevação das cotações externas e
prevaleceu instabilidade da cotação do dólar frente à moeda
brasileira;
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as
negociações entre governo e rebeldes na Costa do Marfim
não apenas não mostraram progresso como a luta armada
explodira novamente a partir de fins de novembro;
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elevação
da insegurança na Costa do Marfim parece não ter afetado,
mormente, o fluxo de cacau naquele país o qual estaria em torno
dos 80% do fluxo normal;
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Ministro
da Malásia advertiu os produtores rurais contra a expansão das
plantações de cacau;
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A
Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (ECOWAS)
pretende apresentar proposta de pacto para os conflitos na Costa
do Marfim, a qual, contudo, foi adiada;
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Gana
lança projeto de implantação de cacau em nível empresarial
visando elevar produção e preservar o meio ambiente e
ecossistemas florestais;
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Cacau
chega parcialmente deteriorado aos portos da Costa do Marfim;
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Industria
alemã aumenta compras de cacau originário da Nigéria e da Costa
do Marfim;
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Clima
adverso em Gana prejudica a safra de cacau;
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estiagem
reduz o tempo da safra da Indonésia;
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Governo
da Costa do Marfim mantêm preço mínimo estabelecido
(FrCFA625/kg - US$925/t), mesmo que as cotações permaneçam em
queda;
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aumento
do consumo de chocolate na Europa;
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elevação
e número recorde das posições especulativas na Bolsa de Nova
Iorque;
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As
previsões de analistas parecem permanecer com indicações de
déficit superior a 100 mil toneladas para a safra 2002/03.
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A
situação na Costa do Marfim deteriorou-se com o reinício dos
ataques armados entre rebeldes e governo a partir do final de novembro
o que, aparentemente, teria sido a causa primordial da elevação das
cotações internacionais no inicio de dezembro. É extremamente difícil
inferir quaisquer expectativas sobre a evolução dos fatos, os quais
poderão gerar novas mudanças na evolução do mercado futuro.
Cotações/t:
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Nova Iorque
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– Dezembro
2002 (US$):
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Fechamento
em 18/10:
|
1.910
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Fechamento
em 25/10:
|
2.034
|
(+124)
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|
Mínimo:
|
1.842
|
(-57)
|
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|
Máximo:
|
2.071
|
(-286)
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| Nova
Iorque |
–
Dezembro 2002 (US$): |
|
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|
Fechamento
em 25/10: |
2.034 |
|
|
Fechamento
em 21/06: |
1.901 |
(-133) |
|
Mínimo: |
1.855 |
(+13) |
|
Máximo:
|
1.999 |
(-72) |
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| Nova
Iorque |
–
Dezembro 2002 (US$): |
|
|
|
Fechamento
em 01/11: |
1.901 |
|
|
Fechamento
em 08/11: |
1.892 |
(-9) |
|
Mínimo: |
1.788 |
(-67) |
|
Máximo: |
1.925 |
(-74) |
|
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| Nova
Iorque |
–
Março 2003 (US$): |
|
|
|
Fechamento
em 08/11: |
1.843 |
|
|
Fechamento
em 15/11: |
1.723 |
(-120) |
|
Mínimo: |
1.711 |
(-59) |
|
Máximo: |
1.859 |
(-37) |
|
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|
| Nova
Iorque |
–
Março 2003 (US$): |
|
|
|
Fechamento
em 15/11: |
1.723 |
|
|
Fechamento
em 22/11: |
1.733 |
(+10) |
|
Mínimo: |
1.718 |
(+7) |
|
Máximo: |
1.778 |
(-81) |
|
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|
| Nova
Iorque |
–
Março
2003 (US$): |
|
|
|
Fechamento
em 22/11: |
1.733 |
|
|
Fechamento
em 27/11: |
1.703 |
(-30) |
|
Mínimo: |
1.655 |
(-63) |
|
Máximo: |
1.780 |
(+2) |
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|
| Nova
Iorque |
–
Março
2003 (US$): |
|
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|
Fechamento
em 27/11: |
1.703 |
(-30) |
|
Fechamento
em 06/12: |
1.947 |
(+92) |
|
Mínimo: |
1.747 |
(+92) |
|
Máximo: |
1.961 |
(+181) |
Maiores
produtores:
1.
Costa do Marfim com 41% da produção - 1,150 milhão de
toneladas
2.
Indonésia – 15%
- 410 mil toneladas
3.
Gana – 14%
- 405 mil toneladas
4.
Nigéria – 6%
- 170 mil toneladas
5.
Brasil – 4%
- 130 mil toneladas
Principais processadores:
1.
Holanda – 15%
2.
Estados Unidos da América – 15%
3.
Costa do Marfim – 9%
4.
Alemanha – 7%
5.
Brasil – 7%
O
Brasil é o 5° lugar em produção e consumo
Ricardo
Tafani
Divisão de Programação, Economia e Estatística - Ceplac
Informações do Mercado 28.10.2002 a 06.12.2002 n°21
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