AVALIAÇÃO DE VARIEDADES DE MAMOEIRO NO EXTREMO SUL DA BAHIA

RESUMO: Este trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento de quatro variedades de mamoeiro (Carica papaya L.), Tainung nº 1, Sunrise Solo, Improved Sunrise Solo Line 72/12 e Kapoho Solo, nas condições edafoclimáticas dos tabuleiros costeiros do extremo Sul da Bahia. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados, com quatro tratamentos e 10 repetições. As variedades Tainung nº 1, Sunrise Solo e Improved Sunrise Solo Line 72/12 destacaram-se com produções superiores à média nacional. Todas as variedades apresentaram altura de inserção das primeiras flores funcionais elevada, em decorrência de abortamento de flores ocasionado por deficiência hídrica. Quanto ao grau de falhas na frutificação, inicialmente as variedades Kapoho Solo e Sunrise Solo apresentaram as menores taxas. Posteriormente, as variedades do grupo Solo não diferiram entre si, mas o Tainung nº 1 apresentou a menor taxa. No início do florescimento, o diâmetro de tronco foi semelhante para todas as variedades. Na primeira colheita, entretanto, houve diferença entre as variedades Improved Sunrise Solo Line 72/12 e Kapoho Solo. Nesta avaliação preliminar, nas condições do extremo Sul da Bahia, as variedades Tainung nº 1, Sunrise Solo e Improved Sunrise Solo Line 72/12 apresentaram comportamento superior. A correlação negativa e significativa entre produtividade e falhas na frutificação aos 16 meses, indicou a possibilidade desse caráter ser utilizado na seleção de genótipos mais produtivos.

Palavras-chave: Carica papaya, melhoramento genético, estresse hídrico

EVALUATION OF PAPAYA VARIETIES IN THE BAHIA FAR SOUTHERN REGION

ABSTRACT: This work was carried out aiming to evaluate the behavior of four papaya varieties (Carica papaya L.), Tainung no 1, Sunrise Solo, Improved Sunrise Solo Line 72/12 and Kapoho Solo, in the coastal tablelands of the Far Southern region of Bahia. A randomized block experimental design with four treatments and ten replications was used. Tainung no 1, Sunrise Solo, and Improved Sunrise Solo Line 72/12 were the most promising varieties, giving higher yields than the national averages. All varieties showed a high height of insertion of the first functional flowers, due to the fall of flowers caused by water deficiency. In relation to the degree of fruit flaws, the varieties Sunrise Solo and Kapoho Solo showed the smallest rates. Later on, varieties of the Solo group (Sunrise Solo, Improved Sunrise Solo Line 72/12 and Kapoho Solo) did not differ from each other, though hybrid Tainung no1 presented the smallest rate. In the beginning of the flowering period, the trunk diameter was similar for all the varieties. However, in the first harvest, there was a difference between the varieties Improved Sunrise Solo Line 72/12 and Kapoho Solo. In this preliminary evaluation, for the conditions of the Far Southern region of Bahia, the varieties Tainung no 1, sunrise Solo, and Improved Sunrise Solo Line 72/12, showed superior behavior. The negative and significant correlation between the productivity and fruit flaws at 16 months indicated the possibility of using this characteristic for the selection of more productive genotypes.

Key words: Carica papaya, plant breeding, water deficit.

INTRODUÇÃO

O Brasil é o maior produtor mundial de mamão, participando com 31,6% da oferta mundial. De uma forma geral, as cultivares de mamão mais exploradas no Brasil são classificadas em dois grupos, conforme o tipo de fruto: Solo e Formosa, dando-se preferência a variedades de polpa vermelho alaranjada. No país, o mamoeiro é cultivado em quase todos os Estados, merecendo destaque a Bahia, Espirito Santo e Ceará. O Estado da Bahia, em 1998, participou com cerca de 56,7% da produção e 65,3% da área colhida do país (IBGE/PAM, 2000). A microrregião do extremo Sul da Bahia é responsável por, aproximadamente, 97% do total produzido no Estado (Bahia, 1996),com áreas em franca expansão.

Entretanto, apesar dessa situação, são poucas as variedades disponíveis para plantios comerciais, as quais são sistematicamente atacadas por doenças, principalmente a virose do mamoeiro e a meleira, e por pragas, notadamente ácaros. Além disso, a produtividade média nacional é baixa se considerarmos que a cultura é altamente exigente em insumos e tratos culturais, com as variedades do grupo Solo produzindo 40 t/ha/ano e as do grupo Formosa 60 t/ha/ano. Giacometti & Ferreira (1988) observaram que a cultivar Sunrise Solo tem rendimento limitado a 40 t/ha, ressaltando que, por se tratar de cultivar com elevada homozigose, torna-se extremamente suscetível às doenças, exigindo outras alternativas varietais.

O presente trabalho avaliou o comportamento de variedades de mamão no agroecossistema dos tabuleiros costeiros do extremo Sul da Bahia, objetivando selecionar as mais adaptadas, com maior produtividade e qualidade dos frutos, que amplie a oferta de variedades e possibilite opção varietal e retorno econômico aos produtores.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi instalado na Estação Experimental Gregório Bondar - EGREB, pertencente à CEPLAC, localizada a 24º05’ S e 39º 12’ O, no município de Belmonte-BA, que apresenta temperatura média anual de 24ºC, umidade relativa do ar de 84,2%, precipitação pluviométrica anual de 1.400mm, altitude de 105 m e solos classificados como Latossolo Vermelho Amarelo (Harplortox) e distróficos.

Foram avaliadas as variedades Tainung nº 1, Sunrise Solo, Improved Sunrise Solo Line 72/12 e Kapoho Solo, cujas principais características são:
'TAINUNG No 1' - Híbrido altamente produtivo resultante do cruzamento de um tipo de mamão da Costa Rica, de polpa vermelha, com 'Sunrise Solo'. O fruto oriundo de flor feminina é redondo alongado e o da flor hermafrodita é comprido, com peso médio de 900g. Apresenta casca de coloração verde claro e cor de polpa vermelho-alaranjada, de ótimo sabor; possui cheiro forte, boa durabilidade de transporte e pouca resistência ao frio. A produtividade média está em torno de 60 t/ha/ano.

a) ‘Sunrise Solo' - Cultivar procedente da Estação Experimental do Havaí (EUA), mais conhecida no Brasil como mamão Havaí, Papaya ou Amazônia. É resultado do cruzamento do mamão ‘Pink Solo’ com a linhagem Katiya Solo de polpa amarela (Hamilton & Ito, 1986). O fruto proveniente de flor feminina é ovalado e o de flor hermafrodita é piriforme, com peso médio de 500g (Dantas & Morales, 1997); possui casca lisa e firme, polpa vermelho-alaranjada de boa qualidade e cavidade interna estrelada. Inicia a floração com três a quatro meses de idade, a 80 cm de altura, com início de produção oito a 10 meses após o plantio, produzindo em média 40 t/ha/ano.

b) 'Improved Sunrise Solo Line 72-12' - Cultivar procedente do Havaí, introduzida e melhorada pela Empresa Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (EMCAPER), atual Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (INCAPER), conhecida comumente como mamão Havaí, amplamente disseminada nas regiões produtoras do Espírito Santo. Apresenta precocidade de produção, sendo que o fruto proveniente de flor feminina é ovalado e o de flor hermafrodita é piriforme, com casca lisa, firme e peso médio de 500g, de grande aceitação nos mercados interno e externo (Marin et al., 1987). A cavidade ovariana é pequena e de formato estrelado; a polpa é espessa e de coloração vermelho-alaranjada, de boa qualidade, com boa resistência ao transporte e maior resistência ao armazenamento do que a 'Sunrise Solo'. O início de produção ocorre a partir de 9 meses após o plantio, com altura de inserção das primeiras flores aos 60 a 70cm.

c) ‘Kapoho Solo’ - Foi desenvolvida em Hilo, Havaí, em uma região muito chuvosa (entre 2500 mm a 2600 mm anuais), possuindo frutos firmes pesando em média de 400 a 500 gramas e polpa de coloração amarela. Quando plantado em áreas mais secas são muito pequenos. Outra desvantagem desta cultivar é a altura de inserção das primeiras flores funcionais muito elevada, em torno de 130 cm, resultando em plantas altas.

O experimento foi instalado sob delineamento experimental de blocos casualizados com quatro tratamentos e 10 repetições. O espaçamento adotado foi de 3,0 m x 2,0 m. No plantio foram utilizadas mudas oriundas de sementes, com 15 cm de altura, sendo dispostas três por cova, a exceção do híbrido Tainung nº 1, quando foram plantadas duas mudas por cova. Na época do florescimento foi realizada sexagem, desbastando-se para apenas uma planta por cova. Durante o experimento foram adotadas as práticas culturais recomendadas para a cultura, realizando-se adubação, limpeza de área e controle fitossanitário, enfatizando o controle preventivo da virose.

Os caracteres avaliados foram: altura de inserção das primeiras flores funcionais (AIF) em metros (m), altura da planta no início da colheita (APC) em metros (m), diâmetro do caule no início do florescimento (DTF) em centímetros (cm), diâmetro do caule no início da colheita (DTC) em centímetros (cm), grau de falhas na frutificação aos 8 meses de idade(GFF08), grau de falhas na frutificação aos 16 meses de idade (GFF16), produtividade (t/ha) e peso médio de frutos (gramas). O grau de falhas na frutificação foi avaliado segundo metodologia adaptada de Torres Castaño, citado por Luna (1986).

Foram também estimados os coeficientes de correlação fenotípica entre todos os caracteres estudados, conforme a fórmula apresentada por Falconer (1960):

rFx,y =

 

onde:
rFx,y = coeficiente de correlação fenotípica entre os caracteres X e Y;
Cov F(x,y) = covariância fenotípica entre os caracteres X e Y;
sFx e sFy = desvio padrão fenotípico dos caracteres X e Y, respectivamente.

A significância dos coeficientes de correlação fenotípica foi verificada pelo teste t, com n-2 graus de liberdade, aos níveis de 5% e 1% de probabilidade, segundo procedimento adotado por Steel & Torrie (1980)
 


RESULTADOS E DISCUSSÃO



A altura da inserção das primeiras flores funcionais variou de 1,68 m a 1,91 m, tendo a variedade Improved Sunrise Solo Line 72/12 apresentado a menor altura, diferindo estatisticamente das demais, que foram semelhantes entre si (Tabela 1). Vale destacar que a altura de inserção das primeiras flores funcionais foi muito elevada quando comparada com um padrão de 0,7m-0,9m considerado por Marin et al. (1989). O fato do experimento ter sido implantado sob condições de sequeiro e devido à ocorrência de déficit hídrico no período inicial do florescimento - maio, junho e julho de 1996 (Quadro 1) resultou no abortamento de flores, o que explica o aumento sistemático da altura de inserção das primeiras flores funcionais e, conseqüentemente, da altura da planta no início da colheita, a qual apresentou variação de 2,54m a 2,59m, estatisticamente não significativa (Tabela 1).

Quanto ao diâmetro do tronco no início da floração (DTF) e no início da colheita (DTC), os dados apresentados na Tabela 1 mostram que não houve diferenças significativas entre as quatro variedades estudadas, resultados que estão de acordo com aqueles encontrados por Dória (1997).

Os dados referentes a grau de falhas na frutificação medida aos oito meses (Tabela 1) revelaram que a variedade Improved Sunrise Solo Line 72/12 não diferiu estatisticamente da variedade Tainung nº 1 e apresentou grau de falhas na frutificação superior às demais. A variedade Tainung nº 1 não diferiu da ‘Sunrise Solo’ e apresentou grau de falhas na frutificação superior à ‘Kapoho Solo’. Esse mesmo caráter medido aos 16 meses revelou que as variedades do grupo Solo não diferiram entre si e apresentaram grau de falhas na frutificação superiores à variedade do grupo Formosa, Tainung nº 1, evidenciando a rusticidade desse híbrido. Estes caracteres foram muito influenciados pela falta de água no início do florescimento e frutificação.

A produtividade média do primeiro ano revelou a superioridade do híbrido Tainung nº 1 em relação às demais variedades, com 104,64 t/ha (Tabela 2). Essa diferença acentuada em comparação com os genótipos do grupo Solo (Sunrise Solo, Improved Sunrise Solo Line 72/12 e Kapoho Solo) era esperada, já que a variedade Tainung nº 1 faz parte do grupo Formosa, que apresenta características muito diferentes, notadamente no que tange a peso de frutos.


Tabela 1 - Altura da inserção das primeiras flores funcionais (AIF) (m), altura da planta no início da colheita (APC) (m), diâmetro do caule no início do florescimento (DTF) (cm), diâmetro do caule no início da colheita (DTC) (cm), grau de falhas na frutificação aos 8 meses de idade (GFF08), grau de falhas na frutificação aos 16 meses de idade (GFF16). Belmonte, BA, 1996/97.
 

AIF

 

APC

DTF

DTC

GFF08

GFF16

 

Tainung nº 1

1,91 a

2,54 ab

8,77 a

10,76 ab

5,7 ab

10,7 b

Sunrise Solo

1,86 a

2,59 a

8,41 a

10,59 ab

3,9 bc

18,6 a

Kapoho Solo

1,85 a

2,58 a

8,03 a

9,93 b

3,1 c

17,0 a

Improved Sunrise Solo

Line 72/12

1,68 b

2,57 b

8,03 a

9,93 b

6,5 a

19,3 a

C.V. (%)

6,48

5,9

7,90

6,56

36,19

13,8

 

Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.
C.V. (%): coeficiente de variação.

 

Tabela 2 - Produtividade média anual (t/ha) e peso médio de fruto (g) para quatro variedades de mamão, em Belmonte, BA, 1996 e 1997.

 

Variedade

Caracteres

 

Produtividade

 

Peso médio de fruto (g)

Tainung nº 1

104,64 a

850 a

Sunrise Solo

51,49 b

435 b

Improved Sunrise Solo Line 72/12

45,50 b

400 b

Kapoho Solo

32,91 c

230 c

 

Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

 

Quadro 1 - Precipitação pluviométrica nos anos de 1996 e 1997 na Estação Experimental Gregório Bondar - EGREB, Belmonte, BA.

 

ANO

1996

1997

Janeiro

27,9

52,0

Fevereiro

42,1

102,5

Março

94,8

421,9

Abril

162,3

98,9

Maio

6,0

36,4

Junho

41,3

38,1

Julho

27,1

62,4

Agosto

144,7

23,5

Setembro

75,8

66,7

Outubro

146,0

123,5

Novembro

291,8

80,5

Dezembro

41,9

69,4

TOTAL

1.101,7

1.155,8

 

Fonte: CEPLAC/CEPEC – Seção de Climatologia, 1998.

 

Entretanto, a produtividade alcançada (104,64 t/ha/ano) foi bastante elevada se considerada a faixa de 60 a 80 t/ha/ano citada por Luna (1986) e Ferreira & Giacometti (1988).

Quanto às variedades do grupo Solo, destacaram-se as variedades Sunrise Solo e Improved Sunrise Solo Line 72/12, com produtividades de 51,49 t/ha/ano e 45,50 t/ha/ano respectivamente, não diferindo estatisticamente entre si. Em adição, foram superiores à variedade Kapoho Solo, que produziu 32,91 t/ha/ano.

As variedades Sunrise Solo e Improved Sunrise Solo Line 72/12 apresentaram um bom desempenho produtivo, considerando que uma produtividade comercial de 40 t/ha/ano é um critério adotado para seleção de variedades, conforme mencionam Marin (1995) e Dantas & Morales (1997). Em termos de peso médio de fruto, a variedade Tainung nº 1 apresentou média de 850 g, padrão aceitável para esta variedade que comumente apresenta frutos de 800g a 1.100g, conforme Dantas & Morales (1997). Para os genótipos do grupo Solo, o melhoramento deve contemplar seleção de variedades que produzam frutos com peso médio entre 350g a 550g, com tendência a 550g (Marin, 1995). No presente trabalho, encontrou-se peso médio de 435g e 400g para as variedades Sunrise Solo e Improved Sunrise Solo Line 72/12, respectivamente, que não diferiram estatisticamente entre si sendo, todavia, superiores à variedade Kapoho Solo. Esta apresentou peso médio de fruto de 230g, abaixo do padrão para seleção de variedades do grupo Solo.

O estudo das correlações entre caracteres é de relevante importância nos trabalhos de melhoramento, pois pode orientar a seleção, já que em geral objetiva-se aprimorar os genótipos não para caracteres isolados, mas para um conjunto de caracteres simultaneamente (Vencovsky, 1978), mediante seleção indireta de características desejáveis que estão associadas positivamente. Além desse valor prático, essas correlações são de interesse em considerações teóricas da herança quantitativa dos caracteres (Robinson et al., 1951).

Em mamão, não foram desenvolvidos trabalhos visando determinar as relações existentes entre diferentes caracteres agronômicos. Embora este não se constitua no objetivo principal desse trabalho, foram determinadas as associações entre os caracteres avaliados, as quais poderão servir de base para programas de seleção.

Como pode ser constatado pela apreciação dos resultados (Tabela 3), a maioria dos coeficientes não apresentaram significância, devendo possuir pouca ou nenhuma associação, sugerindo que foram selecionados independentemente ao longo do processo evolutivo do mamão. Por outro lado, o caráter produtividade apresentou correlação negativa e significativa com o grau de falhas na frutificação aos 16 meses de idade, evidenciando a necessidade de condução da cultura em níveis adequados de irrigação, bem como a produção de sementes a partir de plantas com baixo percentual de flores hermafroditas estéreis.

Tabela 3 - Estimativa das correlações entre os caracteres: produtividade média anual (PR) (t/ha) altura da inserção das primeiras flores funcionais (AIF) (m), altura da planta no início da colheita (APC) (m), diâmetro do caule no início do florescimento (DTF) (cm), diâmetro do caule no início da colheita (DTC) (cm), grau de falhas na frutificação aos 8 meses de idade (GFF08), grau de falhas na frutificação aos 16 meses de idade (GFF16). Belmonte, BA, 1996/97.

 

PR

AIF

APC

DTF

DTC

GFF08

GFF16

 

PR

---

0,7429 ns

-0,8070 ns

0,9296 ns

0,8095 ns

0,1773 ns

-0,9689 *

AIF

 

---

-0,2465 ns

0,7140 ns

0,7153 ns

-0,6170 ns

-0,6902 ns

APC

 

 

---

-0,6343 ns

-0,4144 ns

-0,6091 ns

0,8699 ns

DTF

 

 

 

---

0,9647 *

0,1936 ns

-0,8097 ns

DTC

 

 

 

 

---

0,0745 ns

-0,6400 ns

GFF08

 

 

 

 

 

---

-0,1733 ns

GFF16

 

 

 

 

 

 

---

 

* e ** : significativo aos níveis de 5% e 1% de probabilidade pelo teste t, respectivamente, com n-2 graus de liberdade.
ns :não significativo.
 

CONCLUSÕES


Para as condições em que foi desenvolvido o presente trabalho, pode-se concluir que:

O comportamento das variedades em relação ao déficit hídrico foi similar, visto que todas foram afetadas por ocasião do início do florescimento.

As variedades Tainung nº 1, Sunrise Solo e Improved Sunrise Solo Line 72/12 apresentaram produção superior à média nacional (grupo Formosa: 60 t/ha/ano; grupo Solo: 40 t/ha/ano), sendo adequadas para cultivo no extremo Sul da Bahia.

A variedade Tainung nº 1 apresentou menor grau de falhas na frutificação, considerando-se a média das duas épocas, comprovando a maior rusticidade desse genótipo.

A correlação negativa e significativa entre produtividade e falhas na frutificação aos 16 meses, indicou a possibilidade desse caráter ser utilizado na seleção de genótipos mais produtivos.
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 

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Magistra, Cruz Das Almas-Ba, V. 13, N. 1, jan./jun., 2001.

 

Gilberto de Andrade Fraife Filho¹; Jorge Luiz Loyola Dantas²;
José Basílio Vieira Leite¹; João Roberto Pereira Oliveira²

¹ CEPLAC/CEPEC, Caixa Postal: 007, CEP 45.600-000, Itabuna-BA, Brasil.
² Embrapa - Mandioca e Fruticultura, Caixa Postal: 007, CEP 44.380-000 Cruz das Almas-BA,
Brasil