Mal-do-Facão

Murcha-de-Ceratocystis

Causado pelo fungo Ceratocystis Fimbriata e também, conhecido como mal do facão, foi descoberto pela primeira vez no Equador em 1918, foi detectado no Brasil, em 1970, no estado de Rondônia, mais tarde, em 1998, na Bahia, e, mais recentemente, no Espírito Santo, sendo confirmado em 2002.

Entre os seus hospedeiros está o cacau, no qual provoca cancro, seguido de murchamento. O fungo penetra na planta através de aberturas provocadas por insetos ou ferramentas, que atuam como disseminadores da doença. O seu estabelecimento é facilitado com umidade alta e sombreamento excessivo. A doença também se espalha através do vento, respingos de chuva e pelo contato das raízes com o solo.

Sintomas

O fungo multiplica-se de maneira intensa dentro dos tecidos infectados, vasos condutores, formando uma mancha bem profunda, causando obstrução na condução da seiva. Inicialmente a planta fica amarela, depois se torna marrom, seguido de murchamento e morte que se dá rapidamente, permanecendo as folhas aderidas à planta, mesmo após sua morte. Na casca forma-se um cancro de cor roxo a púrpura.

Controle

a) Realizar vistorias sistemáticas na lavoura para detectar casos de plantas que apresentem os sintomas descritos acima.

b) No caso de encontrar plantas com os sintomas suspeitos, não realizar tratos culturais nem colheitas nestas plantas.

c) Eliminação imediata de toda a plantação doente ou morta e, se possível, queima-las no local. Retirar o máximo das raízes, aplicar cal virgem na cova e incorporar ao solo.

d) Desinfecção das ferramentas usadas na execução das práticas, mergulhando a lâmina do facão em uma solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) ou formol 1:6 (1 litro de formol diluído em 6 litros de água), cada vez que for utilizar numa planta em áreas onde está presente a doença.

e) Somente fazer o replante após 60 dias, utilizando-se de cacaueiros comuns.

f) O emprego rigoroso e permanente dessas medidas manterá a doença sob controle, já que o uso de fungicidas e/ou inseticidas não tem mostrado eficácia no controle do mal-do-facão.


 

Fonte: CEPLAC-ES