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Variedades Grande parte dos
pomares comerciais de gravioleira do Brasil são formados a partir de
sementes, entretanto maior produtividade e melhor qualidade são obtidas
utilizando-se plantas enxertadas a partir de matrizes selecionadas,
principalmente da cultivar Morada. Clima e solo A gravioleira
desenvolve-se bem em regiões de clima tropical e subtropical, em
altitudes inferiores a 1200 m, com precipitação pluviométrica acima
de 1200 m, com pouca ou má distribuição de chuvas, recomenda-se
utilizar irrigação. Os solos para o cultivo da gravioleira devem ser
profundos, bem drenados e com acidez entre 5,5 e 6,5. Preparo do
terreno Depois de limpar a
área o preparo do solo resume-se em: aração, gradagem (áreas
mecanizáveis), correção da acidez, controle de formigas, balizamento
e abertura de covas. A calagem, de acordo com a análise do solo, deve
ser efetuada, preferencialmente, 60 dias antes do plantio para corrigir
a acidez e suprir o solo com cálcio e magnésio. A gravioleira
desenvolve-se melhor em solos com pH entre 5,5 a 6,6. No terreno deve
ser levada em consideração a implantação de cultivos de ciclo curto
ou de ciclo médio que possam gerar renda durante o período improdutivo
da graviola. O balizamento deve ser feito obedecendo o espaçamento de 5
x 5 m ou 6 x 5 m (plantio mecanizado). As covas de 40x40x40 cm devem ser
abertas e adubadas com antecedência de 30 dias do plantio. Plantio O plantio fica
condicionado à disponibilidade de água no solo (chuva ou irrigação).
Por ocasião do plantio as mudas devem apresentar cerca de 30 cm de
altura, bom estado nutricional e fitossanitário. Tratos
culturais Além das adubações
(de acordo com a análise do solo) é da manutenção da limpeza na
cultura da graviola, efetuam-se duas podas: poda de formação e poda de
limpeza. A poda de formação é
efetuada quando a planta no campo tiver com 60 a 80 cm de altura, para
provocar a emissão de ramos laterais. Devem ser deixados 3 a 4 galhos
visando o equilíbrio da planta e, posteriormente, novas podas são
efetuadas para. quebrar a predominância dos ramos apicais. A planta
deve ficar com uma altura máxima de 3 m, sendo que o ramo predominante
deve ser cortado com 2 m de altura.
A poda de limpeza consiste na eliminação do ramos secos,
doentes ou atacados por pragas. Nessa ocasião devem ser eliminados os
ramos com brotações indesejáveis. Manejo
integrado das pragas As pragas,
principalmente as brocas, constituem-se nos principais problemas da
gravioleira. Broca-do-fruto (Cerconota
anonefla) - Os estragos são causados por lagartas que se alimentam das
partes internas dos frutos. Os danos causados pela broca-do-fruto são
facilmente visíveis devido à serragem que vai sendo expelida para o
exterior do fruto e pela cor escura que forma ao redor dos locais
atacados. Broca-da-semente (Bephratelloides
pomorum) - As brocas-das-sementes causam diversos furos no fruto,
favorecendo o aparecimento de doenças e a entrada de outros insetos.
Ocorre também queda de frutos jovens quando perfurados. Como medidas de
controle recomenda-se:
Broca-do-tronco (Cratosomus
sp.) - os danos causados pelas larvas que se alimentam dos tecidos
internos do tronco e ramos da gravioleira, predispondo a planta ao
ataque de fungos, os quais aceleram a morte da planta ou comprometem a
produtividade. Os sintomas do ataque são facilmente reconhecíveis
devido a um líquido de cor preta que vai se formando no tronco e/ou nos
ramos da planta. Quando o ataque é na base, a planta pode morrer devido
a interceptação da seiva. |
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Célio Kersul do
Sacramento, Engenheiro Agrônomo, DS
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