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LONAGEM

Clique para ampliarAs práticas de controle cultural e químico adotadas em cacaueiros comuns e nos demais genótipos na produção de híbridos, no controle da doença Vassoura-de-bruxa, não tem trazido os resultados econômicos esperados por serem de utilização freqüente, o que resulta em custos elevados.

Entende-se pois que a resistência genética dos cacaueiros ao fungo Crinipellis perniciosa, seja a forma mais desejável para o controle desta doença considerando que o melhoramento genético de qualquer cultivo é o modo mais econômico e eficiente para se aumentar a produtividade, reduzir custos de controle de doenças e pragas, melhorar a qualidade do produto e reduzir a relação custo/benefício do empreendimento.

Dentre os procedimentos de melhoramento genético, o desenvolvimento de variedades clonais de cacau é o mais recomendado para respostas a curto prazo pois a propagação vegetativa permite a manutenção do valor reprodutivo integral do indivíduo, não ocorrendo meiose, segregação ou recombinação gênica.

A clonagem do cacau em escala comercial, no momento, pode ser realizada utilizando-se as técnicas de estaquia e de enxertia. Espera-se que, num futuro próximo, o protocolo para multiplicação assexuada, utilizando-se a cultura de tecidos esteja disponível para sua aplicação comercial. Outras técnicas de propagação vegetativa como mergulhia e encostia não são recomendadas por serem muito onerosas e não permitirem o seu uso para obtenção de grandes quantidades de plantas.

O processo de estaquia é um dos mais antigos na cultura do cacau e tem sido utilizado em diversos países, com grande ênfase no Equador, onde as mudas são produzidas por empresas especializadas. No Brasil, somente com a criação da Biofábrica - produção de mudas em escala comercial - no município de Ilhéus - Ba, este método tem sido utilizado com objetivos comerciais.

Em relação a enxertia, a estaquia apresenta como vantagem o tempo reduzido para produção de mudas - 6 meses - e a ausência de problemas de interação cavalo "versus" cavaleiro, principalmente no que se refere à incompatibilidade de tecidos. Sendo um método que exige tecnologia mais aprimorada, o agricultor que decidir por sua utilização fica na dependência da produção, de mudas por terceiros. Neste caso, as mudas poderão ser adquiridas na Biofábrica.

Pela facilidade que apresenta na sua execução, damos ênfase especial à técnica de enxertia, que apresenta as seguintes vantagens:

Requer tecnologia de fácil assimilação pelo produtor;

permite a substituição das copas dos cacaueiros safreiros aproveitando o sistema radicular já desenvolvido, o que propicia melhor sustentação e maior rapidez no desenvolvimento da nova planta;

A enxertia permite o aproveitamento integral do patrimônio representado pelo sistema radicular amplamente desenvolvido nos cacaueiros safreiros; a enxertia nestes cacaueiros possibilita produzir uma nova planta economicamente produtiva em 4 anos.

Instalar áreas clonadas significa estabelecer áreas a partir de mudas clonadas ou substituir as copas dos cacaueiros adultos considerados economicamente inviáveis, utilizando-se a técnica de enxertia.

São consideradas áreas prioritárias as áreas de cacau onde a Vassoura-de-bruxa tenha atingido atos níveis de infestação, tornando-se improdutiva (abaixo de 30 @ ha) e irrecuperáveis apenas  com a adoção do manejo integrado. 

Os materiais oriundos da CEPLAC deverão ser distribuídos no campo com base na compatibilidade sexual no cacaueiro.

Clones recomendados pela Ceplac - Bahia:

Ano    Clone
1995: TSH-516, TSH-565, TSH-1188, EET-397, CEPEC-42
1998: TSH-774, TSA-654, TSA-656, TSA-792
2001: CEPEC 2001
2002: CEPEC 2002
         CEPEC 2003
         CEPEC 2004
         CEPEC 2005
         CEPEC 2006
         CEPEC 2007
         CEPEC 2008
         CEPEC 2009
         CEPEC 2010
         CEPEC 2011