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1. CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE HORTAS As hortas educativas geralmente ocupam pequenas áreas os produtos são destinados prioritariamente à alimentação das pessoas envolvidas. Entretanto, podem crescer e gerar excedentes para comercialização e até se transformarem em atividade com duplo objetivo, educacional e comercial. Também pelas características dos serviços nela envolvidos, normalmente leves podendo ser executados até por velhos e crianças sendo as principais práticas realizadas em horário de sol fraco, a condução de uma horta educativa torna-se freqüentemente em atividade de lazer, surgindo daí a motivadora de “Horta Recreativa”.
1.2 Horta Comercial A horta comercial especializada é geralmente de médio o grande porte, explora poucas espécies e localiza-se geralmente afastada dos grandes centros urbanos entretanto, a maior ou menor distância de centros urbanos é a função do destino da produção e das características dos produtos. Quando a produção se destina diretamente ao consumo \e trata-se de produtos altamente perecível, a exemplo das folhosas a menor distância e o acesso aos grandes centros urbanos são fatores da maior importância, quando a produção \se destina à industria outros produtos suportam transporte a longa distância como alho, cebola, batata, etc. , a maior distância dos centros urbanos é irrelevante e até pode se transformar em fator de redução de custos, pelo menor preço das terras. Assim também, são as grandes explorações olerícolas para a industria de enlatados, como as de tomate, ervilha, aspargo e outras.
2. CLASSIFICAÇÃO DAS HORTALIÇAS Denomina-se legume toda hortaliça cuja a parte aproveitada como alimento é fruto, semente, bulbo, raiz ou tubérculo, como: tomate, ervilha, cebola, cenoura, batata, etc.
Verduras, as hortaliças cujas partes aproveitadas são folhas, flores e
hastes, como: alface, couve-flor, brócolos, agrião, e etc.
2.2 Segundo o parentesco botânico
3. IMPORTÂNCIA ALIMENTAR DAS HORTALIÇAS Como o organismo humano não tem a capacidade de armazenara vitaminas e sais minerais, necessários à sua nutrição, aconselha-se a ingestão diária de tais nutrientes, especialmente provenientes de hortaliças pelos benefícios adicionais pela ingestão de fibras. Contudo, deve-se diversificar o consumo de hortaliças para equilibrar a nutrição vitamino-minerais, vez que a riqueza nutricional das espécies é bastante diferente. Uma hortaliça pode ser rica em um ou mais nutriente e pobre em outros (quadro 2).
4. FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS
5. MATERIAIS DE PLANTIO
São multiplicadas por sementes as seguintes espécies abóbora, abobrinha,
agrião, alface, beterraba, beringela, cebola, cebolinha, cenoura,
coentro, couve, brócolos, couve-flor, feijão-vage, jiló, melancia,
melão, milho-doce, moranga, nabo, pepino, pimentão, pimenta, rabanete,
salsa, quiabo e tomate. Hastes, ramas, ou estacas são pedaços do caule de outras hortaliças, utilizados como material de plantio, a exemplo do agrião, a batata-doce e do hortelã. Para a batata-doce, ramas com 20 a 30 cm de comprimento constitui o principal material de plantio. Frutos é o material de plantio do chuchu. Este, apesar de considerado o material vegetativo por autores, trata-se de material sexuados. Tubérculo é o material vegetativo de multiplicação da batatinha, que deve ser plantado com 3 a 4 cm de tamanho. Bulbo é o material vegetativo da cebola ou a própria cebola, que pode ser utilizada para plantio. Neste caso, deve-se escolher ou produzir bulbos dos menores, também denominados bulbinhos.
Bulbinho ou “dente” é o material utilizado para a multiplicação do alho.
6. DESENVOLVIMENTO DAS HORTALIÇAS
6.2 Considerações sobre o clima 7. ADUBAÇÃO A adubação de hortaliças deve ser feita visando suprir praticamente todas as necessidades nutricionais da planta, pelo menos em macronutrientes.
7.1 Adubação básica
7.2 Adubação Orgânica A matéria orgânica torna o solo muito solto mas ligados, conferindo-lhes maior capacidade de retenção de água e nutrientes e os solos mais pesados, mais soltos, com maior porosidade e penetração do ar. O adubo orgânico melhora a vida macro biológica do solo favorecendo a sobrevivência de minhocas, fungos e bactérias benéficas. Fornece ainda micronutrientes às culturas e favorece a absorção de nutrientes provenientes de outras fontes.
8. OBTENÇÃO DE MUDAS A cobertura do leito com folhas de dendezeiro, coqueiro ou assemelhado ajuda a conservar a umidade, evita compactação e super aquecimento do solo, favorecendo a germinação.
9. INSTRUÇÕES GERAIS Em geral, a quantidade de água a aplicar por vez, deve ser o suficiente para molhar a terra at’;e a profundidade de 20 a 25 cm, onde se concentram a maioria das raízes. O excesso favorece a erosão e a lixiviação dos nutrientes. A falta prejudica o crescimento e a qualidade dos produtos podendo acelerar o processo de maturação. A irrigação pode ser feita por sulcos ou por aspersão.
9.2. Capina
9.3. Controle de pragas e doenças O controle de insetos e ácaros deve ser feito por meio de catação manual ou eliminação das partes muito atacados. Os nematóides são melhor controlados por meio de práticas culturais como rotação de culturas, arações e gradagens sucessivas em dias de solo, inundações temporárias e uso de cultivares resistentes. As doenças mais comuns nas hortaliças são causadas por fungos, bactérias e vírus. O controle das doenças deve ser feito eliminando-se as partes atacadas ou a planta toda. Num caso de virose deve se eliminar todas as plantas atacadas e combater os insetos vetores. Muitas vezes, no entanto, um mau desenvolvimento das plantas, amarelecimento das folhas, murchamento e morte das plantas podem ser causados por deficiência nutricional. Também, a falta ou excesso de água ou excesso de calor ou frio podem ser responsáveis por esses sintomas.
10. COLHEITA O ponto de colheita pode ser definido pela idade da planta, desenvolvimento das folhas, hastes, frutos, raízes ou outras partes utilizadas como alimento.
Instrutor: Pedro Brasil Macêdo |