PRODUÇÃO DE MUDAS: frutíferas e florais

CONCEITUAÇÕES:

MUDA - estrutura vegetal de qualquer espécie ou cultivar, proveniente de reprodução sexuada ou assexuada convenientemente produzida e que tenha finalidade específica de plantio.

a) Fruteira - muda de espécie botânica produtora de frutos,comumente cultivada em pomares.
b) Ornamental - muda de espécie botânica, comumente usada para ornamentação.
c) Seminal - muda originária de semente
d) Clonal - muda originária da parte vegetativa da planta
e) Muda de torrão - muda com o sistema radicular envolvido por porção do solo devidamente acondicionado.
f) Muda de raiz nua - muda com o sistema radicular exposto, devidamente acondicionado.
g) Pé franco - muda obtida de semente, estaca, ou raiz, sem o uso de enxertia.
h) Estaca - ramo da planta matriz usado para a multiplicação por enraizamento.
i) Planta matriz - planta-mãe de onde se extrai as hastes (garfos, borbulhas etc).
j) Clone - planta ou conjunto de plantas genéticamente iguais à planta-mãe.
l) Enxertia - método de propagação vegetativa usado para substituição de copa da planta.
m) Porta-enxerto ou cavalo - parte da enxertia que entra com as raízes.
n) Enxerto ou cavaleiro - parte da enxertia que fornece a copa.
o) Propagação vegetativa - processo de reprodução assexuada das plantas.
p) Reprodução sexuada - processo de reprodução com a participação de células reprodutivas.
q) Viveiro - área convenientemente demarcada para a reprodução de mudas.
r) Produtor de mudas - pessoa física ou jurídica que produza sementes ou mudas, com a finalidade específica de semeadura ou plantio, assistida por um responsável técnico.
s) Responsável Técnico - Engenheiros Agrônomo ou Florestal com registros no CREA – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia que, apresentando Termo de Compromisso ao órgão de Registro de Produtor de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura e Abastecimento, atenda às normas estabelecidas para todas as fases de produção.

LEGISLAÇÃO DA PRODUÇÃO DO COMÉRCIO DE MUDAS

O Art. 11 da Lei Nº 6.507, de 19 de dezembro de 1977, que trata da Produção de sementes e mudas dispõe que: É obrigatório o registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de todo o viveiro de mudas destinado à exploração comercial ou industrial, inclusive quando utilizado para florestamento ou reflorestamento.

A PORTARIA Nº 573, de 13 de julho de 1979, Art. 10, determina que o registro seja efetuado na Delegacia Federal de Agricultura do Estado – DFA-BA.

REPRODUÇÃO DE PLANTAS FRUTÍFERAS
As plantas frutíferas se reproduzem tanto sexuada como assexuadamente, ou seja, por sementes ou por parte vegetativa da planta.

REPRODUÇÃO DE PLANTAS FLORAIS
A multiplicação das plantas que dão flores se dá em grande parte por estaquia.

VIVEIROS
- Diz-se que, o vigor da planta adulta e a riqueza contida nos seus frutos dependem da fertilidade do solo e dos tratos culturais, porém tudo deve começar pelo viveiro.

VIVEIRO A CÉU ABERTO - área de terreno livre sem cobertura
VIVEIRO RÚSTICO - cobertura e proteção lateral de palhas, sapé etc., esteios ou moirões de bambu com 2,50m de comprimento, deixando-se 50cm para fincar no solo. VIVEIRO DE ALVENARIA - cobertura de sombrite a 50 ou 60%, canteiros de alvenaria etc.

Área do viveiro: condicionada ao número de mudas da área de plantio com acréscimo de 50% para a circulação (ruas).
Capacidade do viveiro: considerar 50 plantas/m2
Localização e outras recomendações:
a) Próximo a água
b) Fácil acesso
c) Plano ou declive até 5%
d) Boa drenagem: usar areia lavada grossa para o piso e canteiros
e) Sentido: Norte-Sul para viveiro e canteiros.
CÁLCULOS P/ OS MOIRÕES DE UM VIVEIRO RÚSTICO
Conhecer: o comprimento: C e a largura: L do viveiro
Espaçamento dos moirões = 3,00m
Moirões do comprimento: Mc
Moirões da largura: ML
Usar as fórmulas simples: Mc = C + 1 = X ML = L + 1 = Y
3 3
Nº de moirões : multiplica-se X . Y = Z

SEMEADURA - Alfobres ou germinadores são locais específicos para a germinação de sementes.

Dependendo da finalidade a que se destina, a semeadura pode ser feita no próprio viveiro, com uso parcial ou total de um ou mais canteiros, dispensando-se cuidados especiais, pelo fato de que as plantas “sementes” têm certas exigências quanto ao solo, umidade, abrigo, sombreamento etc.

a) Para as frutíferas, a semeadura pode ser a céu aberto, em canteiros extensos, solo leve como exemplo, a produção de porta-enxerto de citros. Pode-se fazer também em viveiros com repicagem das plântulas para saquinhos de polietileno com 30cm de altura para facilitar o desenvolvimento da raiz pivotante. Graviola, sapoti, mangostão etc., usualmente se propagam por sementes, utilizando-se o método indireto, ou seja, a semeadura é feita em sementeira com posterior transplante das mudas (10 a 12 cm de altura) para os sacos de polietileno ou direto, a semeadura no próprio saco de polietileno.
Quebra-de-dormência - As sementes da graviola devem ser colocadas em água durante 24 horas, antes da semeadura para a quebra da dormência exógena. Para o cajá a quebra-de-dormência é feita com a escarificação em areia úmida com pó de serra durante alguns dias até que comecem a germinar.

b) Para floríferas, coloca´se no canteiro ou numa caixa ou bandeja plástica, uma camada de 10cm de composto orgânico curtido ou uma camada de terra preparada com areia, esterco curtido ou terra vegetal de boa qualidade, nivelando-se a superfície. Semeia-se, tendo-se o cuidado de verificar o tamanho da semente e sua qualidade. (se compradas, verificar o prazo de validade para se certificar do poder germinativo). Não é conveniente cobrir sementes menores de 1mm. Evitar a semeadura em época de frio, protegê-la das chuvas e dos ventos. As sementes maiores que 1mm fazer sulcos de 2cm, elas são fotossensíveis, precisam também de um pouco de luz para germinar.
Regar convenientemente, evitando-se encharcamento.Após a germinação, as plantinhas com três a 4 folhinhas definitivas, procede-se a repicagem ou transplante, podendo ser envasadas em recipientes próprios como local definitivo. Plantas com raízes principais compridas não toleram repicagem, nesses casos fazer a semeadura no local definitivo.

PROPAGAÇÃO VEGETATIVA EM VIVEIROS

ESTAQUIA - método de propagação das plantas por enraizamento de estacas.
O uso de multiplicação por estacas é bastante elevado tanto em plantas floríferas anuais quanto em fruticultura. O Instituto Biofábrica de Cacau, Sul da Bahia, com seus 20 viveiros com capacidade para 250 mil mudas cada um, é o órgão oficial responsável pela produção de mudas de cacau enraizadas, utilizando o fitormonio Ácido Indolacético como indutor do enraizamento. Outros fitormônios utilizados na estaquia são, o Ácido Indolbutírico e o Ácido naftalenoacético Para as floríferas muitas espécies se reproduzem por esse processo sem precisar deles.

FLORICULTURA: PREPARO DE ESTACAS EM PLANTAS DE INTERIOR

- Entende-se por “plantas de interior”, as ornamentais usadas dentro de casa. Pertencem ao grupo das umbrófilas, ou seja, plantas ”amigas” da sombra.

PROCEDIMENTO: Corta-se pedaços de brotos viçosos de 8 a 10cm horizontalmente, logo abaixo da junta de uma folha, deixando-se apenas 3 a 4 folhas no topo. PLANTIO: Coloca-se as estacas para enraizar em uma parte do canteiro usada para este fim, usando-se como substrato o composto orgânico puro, sem terra. Outra opção são vasos pequenos usando 5 estaquinhas por vaso. Em ambos os casos, fazer o enterrio da mudinha até a metade do ramo, firmar ligeiramente e logo após, molhar o composto. Usar um pausinho da espessura de um lápis para as covas. Proporcionar luz indireta e protegê-las dos ventos.Logo que as mudas comecem a crescer podem ser retiradas e envasadas individualmente.
ÉPOCA IDEAL PARA ENRAIZAMENTO: primavera e verão.

As azáleas (plantio em vasos) por possuírem folhas acetinadas, exigem umidade extra que é proporcionada com uma câmara úmida (saco plástico transparente orvalhado), envolvendo o vaso.

Se usar composto turfoso de mercado, evitar o que contém calcário, por ser alcalino, provoca amarelecimento nas folhas. Manter o composto úmido, sem encharcar.

Violeta africana - usar bandejas plásticas (vendidas em lojas de floricultora), com composto úmido. Os pecíolos das folhas são espetados no composto. Nessa fase exigem calor, por isso produzir no verão; protegê-las da ação dos ventos. Ao iniciar o crescimento podem ser envasadas individualmente.

Begônia rex - pode ser reproduzida por folhas. Deitar uma folha viçosa sobre o composto em bandeja plástica e seccionar com uma faca as nervuras principais. Prender a folha com cacos de telha sobre o composto, mantendo-o levemente molhado. Surgirão plantinhas em cada local do corte das nervuras.
Orquídeas - plantas exclusivas de climas tropicais úmidos.Por serem epífitas suas folhas retiram umidade do ar e as raízes respiram livremente. São propagadas em substratos aéreos que lhes forneça umidade, caules ou pedaços de troncos em decomposição ou não.

Helicônias - são propagadas por raízes de reserva, tipo bulbos.

Bastão-do-imperador e bastão-de-príncipe - se propagam por bulbos e por perfilhos que se oroginam das folhas.

ENXERTIA EM VIVEIROS - método de propagação vegetativa em que se utiliza o enxerto (garfo) para formar a copa e o porta-enxerto (parte da planta que fornece as raízes)
No trabalho de Melhoramento genético do cacaueiro desenvolvido pela Ceplac, contra a doença vassoura-de-bruxa, dado o fácil domínio por muitos produtores e operários de campo, este método hoje é o mais empregado na Região Cacaueira da Bahia. Na Escola Média de Agropecuária Regional da Ceplac de Uruçuca – EMARC-UR, a enxertia substituiu o método da borbulhia tanto na produção de mudas de citros como em outras frutíferas. Há oito anos, a EMARC-UR possui
plantas vacinadas de laranja pêra, contra a doença virótica exocorte (ocorrência de goma ‘no ponto de união do enxerto com porta-enxerto) produzidas pela Embrapa de Cruz das Almas-Ba.e ofertadas pelo então presidente da Associação Baiana de Citricultura, Edgar Chartinet. Os garfos colhidos são enxertados sobre porta-enxertos ou cavalos de limão cravo.

ENXERTIA DE CACAU EM VIVEIROS

- GARFAGEM DE TOPO EM FENDA CHEIA E MEIA FENDA - Tipo mais usado a nível de produtor. Consiste na inserção do enxerto, em forma de cunha (corte em bisel duplo), na fenda do porta-enxerto. O tamaho dos garfos é condicionado ao número de gemas: mínimo de 2 e máximo de 4. FENDA CHEIA – Quando o diâmetro do enxerto é igual ao do porta-enxerto.MEIA FENDA - Quando o diâmetro do enxerto é menor que o porta-enxerto. Tempo de realização do enxerto em torno de 30 segundos, para evitar a oxidação da seiva.
Tipos pouco usados em viveiros: Garfagem à inglesa ou mão-de-amigo, enxertia-verde etc.

FITOSSANIDADE DOS ENXERTOS DE CACAU – descartar garfos com estrias castanho-escuras ou manchas bem escuras que caracterizam sintomas da doença fúngica vascular conhecida por Lasiodiplodia, levando a nova planta à morte.

COLETA DE HASTES OU VERGÕNTEAS:
a) As hastes devem ser colhidas de clones ou matrizes certificadas, oficialmente recomendadas de jardins clonais devidamente credenciados.
b) As hastes devem ser colhidas nas horas mais frescas do dia, pela manhã ou à tarde. Evitar hastes de coloração marrom escuro (maduras) e ramificadas, devido ao baixo índice de pegamento.
c) Conservação das hastes: Parafinagem (1 a 2cm) das extremidades para evitar a desidratação. Acondicionamento em papel jornal ou pano de aninhagem umedecidos. Transporte em caixas de isopor.

PORTA-ENXERTOS DESCENDENTES DO CLONE IMC, TOLERANTES AO MAL-DO-FACÃO (ceratocystes fimbriata), RECOMENDADOS PELA CEPLAC:
- TSH – 1188, CEPEC 42, TSA – 654, TSA – 792, TSA – 656, TSH – 774, TSH – 565

PADRÕES DE UMA MUDA SEMINAL DE CACAU
. Tamanho e desenvolvimento uniforme
. Vigor vegetativo
. Aspecto fitossanitário saudável
. Apresentação de 5 a 8 pares de folhas maduras
. Caule apresentando 0,7cm a 1,0cm na altura do nó cotiledonar.
. Idade de 4 a 6 meses
. Sistema radicular normal sem exposição da raiz pivotante.

No plantio de sementes dos porta enxertos: atentar para as sementes maiores que dão plantas mais desenvolvidas.

PREPARO DO TERRIÇO
Para solos pobres de barranco, até 60cm de profundidade, recomenda-se:
Misturar em 1000 litros (50 latas) em 1m3:
. 1 Kg da fórmula 5-15-10 ou 4-14-8
+
. Esterco de gado curtido na proporção de 5:2 ( 5 partes de terriço p/ 2 partes de esterco)
ou Esterco de galinha “ “ de 5:1
ou Composto orgânico simples “ de 5:2
ou Composto orgânico enriquecido “ de 5:1
Ou ainda: 01 Kg de calcário dolomítico (misturar bem ao terriço até desaparecer a coloração branca) + 4 Kg de Superfosfato simples + 25 g de FTE BR-12.
Para flores tropicais em jardinagem, a recomendação de 6:2:2 (6 partes de M.O.+ 2 partes de areia + 2 partes de terra (carrinho-de-mão) + 50 ou 100g de calcário).

IMPORTÂNCIA NUTRICIONAL DO TERRIÇO
Há um princípio que diz: Quando bem nutridas, as plantas apresentam um vigor tal, capaz de repelir pragas e doenças. Em 1969, o pesquisador francês Francis Chaboussou defendeu a sua tese de mestrado em Paris, sobre a TEORIA DA TROFOBIOSE, hoje conhecida mundialmente quando afirma: “Desequilíbrios nutricionais conduzem as pragas e doenças às plantas e animais”. Essa experiência foi vivenciada em julho de 2002 com os alunos da disciplina Cacau do Curso de Agricultura da EMARC-URUÇUCA numa produção de 6.800 mudas de cacau, usando-se o terriço fertilizado em que a Análise Química realizada pelo laboratório do CEPEC/CEPLAC apresentou teores de fósforo maior do que 30ppm (muito alto) e potássio maior do que 0,26 meq/100cm3 de solo (alto). Começou um ataque de grilos procando perfurações nas folhas das plantas entre 30 e 50 dias de idade que para surpresa do grupo, não ultrapssou 5%.As plantas foram comercializadas com exuberante vigor, sem registro de nenhuma praga. Priorizou-se boa drenagem e os devidos tratos culturais sem aplicações de inseticidas. Fez-se duas aplicações quinzenais com o fungicida Dithane M-45 a 0,02%, as plântulas com 15 e 30 dias.(Orientação do Dr.Luiz Bezerra, fitopatologista/Cepec, afirmando ser tônico para as plantas).

MATÉRIA ORGÂNICA: - Indispensável na produção de mudas. Constitui um dos fatores primordiais para o vigor e a produtividade das plantas devido ao melhoramento da textura e da estrutura do solo, permitindo melhor aeração e maior capacidade de retenção de água e nutrientes. Constituída por restos de animais e vegetais, através do processo da compostagem orgânica é possível a aceleração, unificação e fermentação desses elementos, tornando-os em uma pilha de humos grumoso pronta para a assimilação das plantas.

COMO FAZER O COMPOSTO ORGÂNICO – existe o Método Howard ou Procedimento Indore, muito usado, do pesquisador inglês Dr. Albert Howard, detentor de experiências riquíssimas da agricultura milenar da Índia. Consiste na formação de camadas de restos orgânicos, vegetais e animais ( esterco de gado, galinha, carneiro etc.), conforme segue:

1º ) Escolha e limpeza do local: plano ou ligeiramente inclinado, evitando-se exposição ao sol, chuvas e ventos.
2º) Dimensões: Comprimento variável (para fins de viveiros, em torno de 2,0m); altura: 1,20m e largura:1,0m.
3º) !ª camada: Gramínea (capim) + esterco fresco + folhas desidratadas - desidratar um pouco, horas antes ou de véspera. A acidez da fermentação das gramíneas impedem que as minhocas penetrem na pilha.
4º) 2ª camada: Gramínea + esterco fresco + restos de frutas + folhas desidratadas
5ª) 3ª camada: Gramínea + esterco fresco + restos vegetais + folhas desidratada, e assim sucessivamente. .
Repetir as camadas até a altura de 1,20m. Terminar sempre com gramínea. Em período muito chuvoso, recomenda-se o formato piramidal, do contrário, a forma retangular.

Observações: devido a acidez dos restos vegetais e animais ao se decompor, é necessário a mistura de uma base sobre cada camada, como exemplo, a mistura de terra preta com calcário ou com cinza de madeira. Regar sempre depois de cada camada. Manter sempre úmido e coberto com palhas e não deixar seco nem encharcado. REVOLVIMENTOS: 1º revolvimento: 3 semanas. 2º revolvimento: 5 semanas. 3º e último revolvimento: 4 semanas – o composto está pronto para ser usado (90 dias). Após as 3 primeiras semanas (fase anaeróbica), fazer 3 a 4 furos na parte superior para entrada de ar, facilitando assim o trabalho das bactérias aeróbicas.

Para o enriquecimento do composto com fósforo, adicionar 100g de cinzas de ossos sobre a primeira e a penúltima camada, de preferência sobre as gramíneas. Experiências com incinerações de ossos na EMARC-URUÇUCA, revelaram teores de 42% de P205 para cinzas brancas e 38% para cinzas escuras (carbonizadas, mal incineradas), análises químicas realizadas no Laboratório de Analises de Solo/CEPEC/CEPLAC.

Carlos Josafá de Oliveira
Engo. Agro./EMARC-UR/CENEX/CEPLAC