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CONCEITUAÇÕES: MUDA - estrutura vegetal de qualquer espécie ou cultivar, proveniente de reprodução sexuada ou assexuada convenientemente produzida e que tenha finalidade específica de plantio.
a) Fruteira - muda de espécie botânica
produtora de frutos,comumente cultivada em pomares. LEGISLAÇÃO DA PRODUÇÃO DO COMÉRCIO DE MUDAS O Art. 11 da Lei Nº 6.507, de 19 de dezembro de 1977, que trata da Produção de sementes e mudas dispõe que: É obrigatório o registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de todo o viveiro de mudas destinado à exploração comercial ou industrial, inclusive quando utilizado para florestamento ou reflorestamento. A PORTARIA Nº 573, de 13 de julho de 1979, Art. 10, determina que o registro seja efetuado na Delegacia Federal de Agricultura do Estado – DFA-BA.
REPRODUÇÃO DE PLANTAS FRUTÍFERAS
REPRODUÇÃO DE PLANTAS FLORAIS
VIVEIROS
VIVEIRO A CÉU ABERTO - área de terreno
livre sem cobertura
Área do viveiro: condicionada ao número de
mudas da área de plantio com acréscimo de 50% para a circulação (ruas).
SEMEADURA - Alfobres ou germinadores são locais específicos para a germinação de sementes. Dependendo da finalidade a que se destina, a semeadura pode ser feita no próprio viveiro, com uso parcial ou total de um ou mais canteiros, dispensando-se cuidados especiais, pelo fato de que as plantas “sementes” têm certas exigências quanto ao solo, umidade, abrigo, sombreamento etc.
a) Para as frutíferas, a semeadura pode
ser a céu aberto, em canteiros extensos, solo leve como exemplo, a
produção de porta-enxerto de citros. Pode-se fazer também em viveiros
com repicagem das plântulas para saquinhos de polietileno com 30cm de
altura para facilitar o desenvolvimento da raiz pivotante. Graviola,
sapoti, mangostão etc., usualmente se propagam por sementes,
utilizando-se o método indireto, ou seja, a semeadura é feita em
sementeira com posterior transplante das mudas (10 a 12 cm de altura)
para os sacos de polietileno ou direto, a semeadura no próprio saco de
polietileno.
b) Para floríferas, coloca´se no canteiro
ou numa caixa ou bandeja plástica, uma camada de 10cm de composto
orgânico curtido ou uma camada de terra preparada com areia, esterco
curtido ou terra vegetal de boa qualidade, nivelando-se a superfície.
Semeia-se, tendo-se o cuidado de verificar o tamanho da semente e sua
qualidade. (se compradas, verificar o prazo de validade para se
certificar do poder germinativo). Não é conveniente cobrir sementes
menores de 1mm. Evitar a semeadura em época de frio, protegê-la das
chuvas e dos ventos. As sementes maiores que 1mm fazer sulcos de 2cm,
elas são fotossensíveis, precisam também de um pouco de luz para
germinar. PROPAGAÇÃO VEGETATIVA EM VIVEIROS
ESTAQUIA - método de propagação das
plantas por enraizamento de estacas. FLORICULTURA: PREPARO DE ESTACAS EM PLANTAS DE INTERIOR - Entende-se por “plantas de interior”, as ornamentais usadas dentro de casa. Pertencem ao grupo das umbrófilas, ou seja, plantas ”amigas” da sombra.
PROCEDIMENTO: Corta-se pedaços de brotos
viçosos de 8 a 10cm horizontalmente, logo abaixo da junta de uma folha,
deixando-se apenas 3 a 4 folhas no topo. PLANTIO: Coloca-se as estacas
para enraizar em uma parte do canteiro usada para este fim, usando-se
como substrato o composto orgânico puro, sem terra. Outra opção são
vasos pequenos usando 5 estaquinhas por vaso. Em ambos os casos, fazer o
enterrio da mudinha até a metade do ramo, firmar ligeiramente e logo
após, molhar o composto. Usar um pausinho da espessura de um lápis para
as covas. Proporcionar luz indireta e protegê-las dos ventos.Logo que as
mudas comecem a crescer podem ser retiradas e envasadas individualmente. As azáleas (plantio em vasos) por possuírem folhas acetinadas, exigem umidade extra que é proporcionada com uma câmara úmida (saco plástico transparente orvalhado), envolvendo o vaso. Se usar composto turfoso de mercado, evitar o que contém calcário, por ser alcalino, provoca amarelecimento nas folhas. Manter o composto úmido, sem encharcar. Violeta africana - usar bandejas plásticas (vendidas em lojas de floricultora), com composto úmido. Os pecíolos das folhas são espetados no composto. Nessa fase exigem calor, por isso produzir no verão; protegê-las da ação dos ventos. Ao iniciar o crescimento podem ser envasadas individualmente.
Begônia rex - pode ser reproduzida por
folhas. Deitar uma folha viçosa sobre o composto em bandeja plástica e
seccionar com uma faca as nervuras principais. Prender a folha com cacos
de telha sobre o composto, mantendo-o levemente molhado. Surgirão
plantinhas em cada local do corte das nervuras. Helicônias - são propagadas por raízes de reserva, tipo bulbos. Bastão-do-imperador e bastão-de-príncipe - se propagam por bulbos e por perfilhos que se oroginam das folhas.
ENXERTIA EM VIVEIROS - método de
propagação vegetativa em que se utiliza o enxerto (garfo) para formar a
copa e o porta-enxerto (parte da planta que fornece as raízes) ENXERTIA DE CACAU EM VIVEIROS
- GARFAGEM DE TOPO EM FENDA CHEIA E
MEIA FENDA - Tipo mais usado a nível de produtor. Consiste na
inserção do enxerto, em forma de cunha (corte em bisel duplo), na fenda
do porta-enxerto. O tamaho dos garfos é condicionado ao número de gemas:
mínimo de 2 e máximo de 4. FENDA CHEIA – Quando o diâmetro do enxerto é
igual ao do porta-enxerto.MEIA FENDA - Quando o diâmetro do enxerto é
menor que o porta-enxerto. Tempo de realização do enxerto em torno de 30
segundos, para evitar a oxidação da seiva. FITOSSANIDADE DOS ENXERTOS DE CACAU – descartar garfos com estrias castanho-escuras ou manchas bem escuras que caracterizam sintomas da doença fúngica vascular conhecida por Lasiodiplodia, levando a nova planta à morte.
COLETA DE HASTES OU VERGÕNTEAS:
PORTA-ENXERTOS DESCENDENTES DO CLONE IMC,
TOLERANTES AO MAL-DO-FACÃO (ceratocystes fimbriata), RECOMENDADOS PELA
CEPLAC:
PADRÕES DE UMA MUDA SEMINAL DE CACAU No plantio de sementes dos porta enxertos: atentar para as sementes maiores que dão plantas mais desenvolvidas.
PREPARO DO TERRIÇO
IMPORTÂNCIA NUTRICIONAL DO TERRIÇO MATÉRIA ORGÂNICA: - Indispensável na produção de mudas. Constitui um dos fatores primordiais para o vigor e a produtividade das plantas devido ao melhoramento da textura e da estrutura do solo, permitindo melhor aeração e maior capacidade de retenção de água e nutrientes. Constituída por restos de animais e vegetais, através do processo da compostagem orgânica é possível a aceleração, unificação e fermentação desses elementos, tornando-os em uma pilha de humos grumoso pronta para a assimilação das plantas. COMO FAZER O COMPOSTO ORGÂNICO – existe o Método Howard ou Procedimento Indore, muito usado, do pesquisador inglês Dr. Albert Howard, detentor de experiências riquíssimas da agricultura milenar da Índia. Consiste na formação de camadas de restos orgânicos, vegetais e animais ( esterco de gado, galinha, carneiro etc.), conforme segue:
1º ) Escolha e limpeza do local: plano ou
ligeiramente inclinado, evitando-se exposição ao sol, chuvas e ventos.
Observações: devido a acidez dos restos vegetais e animais ao se decompor, é necessário a mistura de uma base sobre cada camada, como exemplo, a mistura de terra preta com calcário ou com cinza de madeira. Regar sempre depois de cada camada. Manter sempre úmido e coberto com palhas e não deixar seco nem encharcado. REVOLVIMENTOS: 1º revolvimento: 3 semanas. 2º revolvimento: 5 semanas. 3º e último revolvimento: 4 semanas – o composto está pronto para ser usado (90 dias). Após as 3 primeiras semanas (fase anaeróbica), fazer 3 a 4 furos na parte superior para entrada de ar, facilitando assim o trabalho das bactérias aeróbicas. Para o enriquecimento do composto com fósforo, adicionar 100g de cinzas de ossos sobre a primeira e a penúltima camada, de preferência sobre as gramíneas. Experiências com incinerações de ossos na EMARC-URUÇUCA, revelaram teores de 42% de P205 para cinzas brancas e 38% para cinzas escuras (carbonizadas, mal incineradas), análises químicas realizadas no Laboratório de Analises de Solo/CEPEC/CEPLAC.
Carlos Josafá de Oliveira |