Nasceu em Ilhéus, na Bahia, o primeiro filhote de bicho preguiça
de coleira gerado em cativeiro. A espécie é nativa da Mata
Atlântica e corre risco de extinção.
O filhote tem 21cms e pesa 350 gramas. Como o sexo só vai ser
descoberto daqui há quatro meses, ainda não tem nome. Por
enquanto, a faixa preta no pescoço que a diferencia das outras
espécies ainda não aparece. A preguiça bebê não desgruda da mãe
e já se tornou o xodó dos pesquisadores. “É um dos maiores
títulos, no momento, que eu poderia receber. Para mim, é um
prêmio porque é o objetivo principal. Nossa meta é reproduzir
mais esse animal para que ele venha cooperar com a natureza”,
afirma a bióloga Vera Lúcia de Oliveira.
Não há registros de que outro filhote de preguiça de coleira
tenha nascido em cativeiro. A tentativa de reprodução vinha
sendo feita há dez anos. A maior dificuldade era conhecer os
hábitos da espécie. Com o filhote que fica na maior parte do
tempo agarrado ao colo da mãe, o centro passa a ter agora 14
animais. É o maior grupo de bicho preguiça de coleira existente
em um mesmo local e observação em todo o mundo.
Criado há sete anos, o Centro da Matinha fica em Ilhéus no sul
da Bahia e no meio da Mata Atlântica. É uma referência mundial
em pesquisas com bicho preguiça de coleira. Nele estão
cadastrados 189 animais. Muitos chegaram feridos como um que
ficou paraplégico depois de levar um golpe de facão na coluna.
Os animais tratados e recuperados são soltos novamente nas
reservas da região. |
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| Clipping do
Globo Rural |
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