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Nasceu em Ilhéus, no sul da Bahia, o segundo exemplar da
preguiça de coleira, em cativeiro. A espécie corre risco de
extinção.
O filhote nasceu com 20 centímetros e pesando 250 gramas, 100
gramas a menos que o primeiro, o macho Vick, nascido no dia 25
de abril.
Agora, veio uma fêmea, batizada de Eva, em homenagem à primeira
mulher vinda ao mundo, segundo a Bíblia.
Eva e Vick fazem parte dos primeiros registros de procriação em
regime de semi-cativeiro da espécie do bicho preguiça de
coleira.
É o resultado de mais de 10 anos de pesquisas realizadas no
Centro de Estudos do Parque Zoobotânico da Ceplac, em Ilhéus,
sul da Bahia, referência mundial no assunto.
O nascimento do segundo filhote do bicho preguiça de coleira era
algo muito esperado pela pesquisadora Vera Lúcia Oliveira.
Os dados colhidos agora podem ser comparados com o do primeiro
caso. São informações científicas como o período de gestação do
animal que é de 11 meses.
A biológa acredita que o sucesso do acasalamento em regime de
semi-cativeiro pode levar a estudos de inseminação artificial na
espécie que vem sofrendo com a dizimação da população nos
últimos anos.
“As áreas têm muito pouca variabilidade genética, confirmada com
a pesquisa da USP, e já fizemos a segunda etapa e como os
fragmentos de mata são poucos a inseminação artificial daria
agilidade ao processo”, diz Vera. |
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| Clipping do
Globo Rural |
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