RECUPERAÇÂO

Observação de exemplares de Bradypus torquatus e Bradypus variegatus mostram que à medida em que há recuperação no semicativeiro o animal começa a desenvolver suas atividades normais na ordem seguinte: movimentação, repouso, alimentação e início da interação social, interação sexual.

RESULTADOS: Imediatamente após a chegada, os animais são colocados na sua posição normal, ou seja, pendurados em alguns galhos ou cipós, para propiciar o relaxamento da sua musculatura; assim são deixados, sem a presença do ser humano, acompanhados ou não de outros animais de sua espécie e com muitas folhas novas e brotos, alimentos de sua preferência.


No inicio da reabilitação, quando os animais estão estressados, são dadas a eles folhas novas e frescas, em grande quantidade, colocadas próximo a sua face, e renovadas várias vezes ao dia. Quando já estão se reabilitando, as folhas são penduradas nos cipós, três vezes por dia, em abundância (em média, 10 galhos por preguiça com bastante folhas novas de ingazeira, tararanga, embiruçu e de embaúba, com frutoos, e gameleira). Apenas um tratador cuida dos animais, para evitar, ao máximo, perturbá-los.

Por cerca de 7 a 8 dias, dependendo do grau de estresse, os exemplares ficam em forma de bola, contraídos, agarrados nos cipós. Às vezes tentam escapar, até se acostumarem com a presença do tratador e com o ambiente. Depois que se habituam, passam a observar o local, a cheirar as folhas iniciando, finalmente, o processo de movimentação e de alimentação. Dessa forma, reabilitaram-se até agora 38 preguiças, mas 9 não resistiram e morreram.

 Vera Lúcia Oliveira
 Bióloga

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