O Futuro das Preguiças
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O futuro das preguiças, sobretudo da preguiça-de-coleira, Bradypus torquatus, depende da preservação das últimas ilhas de mata atlântica que ainda restam nos locais de ocorrência. Dentre os
habitantes das florestas, o Bicho-Preguiça é um dos que mostra de,
forma mais nítida, sua adaptação a esse ambiente; a estrutura anatômica,
a fisiologia e o comportamento são adequadas para as preguiças viverem
penduradas nos galhos das árvores; a postura natural das Preguiças é
invertida em relação aos outros animais, e elas precisam viver nos
galhos, e não no chão. as mãos das preguiças funcionam como ganchos
e são a maior ilustração de que as preguiças devem viver penduradas. Com o
desmatamento, que resulta na rarificação das árvores de alimento, as
preguiças estão se movimentando mais e ficando mais exposta aos caçadores.
parece haver atualmente intensa movimentação de preguiças, o que é,
certamente, parâmetro do desmatamento que está havendo na área de
ocorrência desse animais. Demonstrando assim, que não estão
conseguindo se adaptar as novas condições ambientais imposta pela mão
do homem. Sem a
floresta podemos até imaginar que outros animais sobreviveriam, pois
vivem em terra firme, mas as preguiças não; sem florestas não há
preguiças, pois seu lugar natural é somente nas árvores.
Os
projetos de reflorestamento, com seus planos de manejo, não beneficiam
os animais mas apenas as grandes empresas. O interesse predominante é o
do poder econômico, que visa apenas ao bem estar do homem. Não são
consideradas as espécies de alimento dos animais especializados que só
comem de determinados tipos de plantas. O suporte alimentar fica assim
cada vez mais deficiente em qualidade e quantidade para
garantir a sobrevivência dos animais. Essa é uma das
principais razões de estar a Preguiça-de-Coleira em perigo de extinção;
suas populações estão cada vez mais enfraquecidas nas suas últimas
áreas de ocorrências. Os interesses próprios do homem, vêm em
primeiro lugar, condicionando-se a preservação das espécies animais
ao modo de vida dos seres humanos. MAIORES
DIFICULDADES O
grau de descaraterização ambiental a que vem sendo submetida a Região
Sudeste e Sul da Bahia, ao longo do tempo, com o desenvolvimento dos núcleos
urbanos, especulação imobiliárias, madeireiros, caça, empresas que
utilizam áreas imensas com plantios de espécies que não são alimento
das preguiças, que reduzem drasticamente a área de mata nativa, o que
enfraquece o suporte necessário para as preguiças e as colocam em
processo de extinção, e não somente a elas mas também, certamente, põem
em perigo várias outras espécies de plantas e de animais. CONSEQÜÊNCIAS O
desequilíbrio ambiental força as preguiças a saírem a procura do
alimento e as tornam vulneráveis à caça e à captura para comércio. O QUE SE PODE FAZER PARA AMENIZAR A SITUAÇÃO
Foto de Kevin Schafer |
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